Este é o Blog dos Militantes do P-SOL da cidade de Jequié, Bahia.(P-SOL) Partido Socialismo e Liberdade, uma ferramenta de luta da classe proletária. Lutamos e acreditamos no socialismo como alternativa para a sobrevivência humana em meio a esta sociedade capitalista. Saudações, PSOL-Jequié-Bahia.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Comunicado de Falecimento
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA IMPEDE POSSE DO REITOR ELEITO PELA COMUNIDADE DO IFBAIANO
Saudações Internacionalistas e Libertárias
Ronaldo Santos...
Secretário Geral do PSOL Bahia
Membro da Direção Nacional do PSOL
Cel: 071-9126:2455
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Pare a fábrica de sementes mutantes
A Monsanto está ampliando seu poder sobre o mundo, com uma nova fábrica enorme de sementes mutantes na Argentina. Sofía Gatica e outros vizinhos do local se manifestaram, o que provocou ameaças de morte e um espancamento desumano. A ameaça é iminente - vamos apoiá-los e parar essa fábrica.
A Monsanto fabrica sementes transgênicas que, quando combinadas com pesticidas tóxicos, criam as devastadoras 'monoculturas' – onde nada mais cresce, apenas uma única planta – que estão dominando cada vez mais o nosso planeta. Agora, eles planejam construir uma das maiores fábricas de sementes transgênicas do mundo, em Córdoba, na Argentina.
Sofía, preocupada com os riscos para a saúde vindos da fábrica, juntou-se aos protestos, apoiados por cerca de 70% dos moradores da região. Se um milhão de nós nos juntarmos ao povo de Malvinas Argentinas nos próximos três dias, poderemos aumentar a visibilidade da questão nos meios de comunicação locais, colocar a petição em uma campanha publicitária e pressionar a impopular presidente da Argentina a fechar a fábrica e reverter a disseminação da agricultura tóxica da Monsanto:
https://secure.avaaz.org/po/stop_monsanto_in_argentina_global_/?bXALOeb&v=33006
Sofia e o povo de Malvinas Argentinas deitaram na frente de tratores para bloquear a construção da fábrica. Se ampliarmos esse protesto, poderemos ajudá-los a vencer. A presidente Kirchner está enfrentando uma onda de impopularidade neste momento, e ela não pode se dar ao luxo de ser vista favorecendo os lucros da Monsanto em vez de seu próprio povo.
A megafábrica utilizará produtos químicos tóxicos para criar sementes, o que soa estranho porque as sementes devem vir de plantas, certo? Não no assustador novo mundo da Monsanto, onde as plantas são geneticamente projetadas para serem estéreis, e a única maneira dos agricultores manterem o plantio de alimentos é através da compra de novas sementes, a cada ano, da mesma Monsanto! Nos EUA, até 90% de alguns tipos de culturas são plantadas com sementes da Monsanto, e com sua nova megafábrica, na Argentina, a empresa está ampliando seu infame poder sobre o mundo.
As ameaças e o ataque a Sofía e seus colegas manifestantes são a gota d'água - vamos parar a invasão da Monsanto na América do Sul, e começar a reverter a devastação causada em nossos ecossistemas por seus produtos:
https://secure.avaaz.org/po/stop_monsanto_in_argentina_global_/?bXALOeb&v=33006
Alguns argumentam que a modificação genética é um grande passo para o aumento da eficiência agrícola. Poderá haver benefícios nesse sentido no futuro, mas muitas vezes as promessas de ganho são exageradas por quem faz a publicidade das empresas. Por exemplo, a ideia de que "alimentar o mundo" com sementes transgênicas pode ser muito mais produtivo do que as sementes normais: na verdade, há pouca evidência sobre isso, e a tecnologia usada em transgênicos frequentemente coloca o lucro à frente das pessoas e do planeta. Os governos devem julgar os riscos e benefícios públicos, mas a Monsanto é hábil em minar a governância democrática. Eles até aprovaram uma lei nos EUA que diz que um juiz não pode ordenar um recall de produtos da Monsanto, nem mesmo por razões de segurança pública!
Nosso planeta está sendo rapidamente transformado por transgênicos e a agricultura industrial e nossos governos são fortemente influenciados pela megacorporação americana no centro de tudo, uma empresa que está gradualmente controlando a oferta de alimentos do mundo. Não vamos forçar nossos filhos e netos a viver em um mundo alimentado exclusivamente pela Monsanto, quando podemos parar agora.
Com esperança,
Ricken, Meredith, Laura, Nick, Alice, Luis, Marie, Nádia e toda equipe da Avaaz
Mais informações:
Argentinos versus Monsanto (Envolverde)
http://envolverde.com.br/ambiente/teramerica-argentinos-versus-monsanto/
Argentinos protestam contra instalação da Monsanto em Córdoba (Vermelho)
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=227653
Produto da Monsanto é suspeito de aumentar casos de câncer na Argentina (Unisinos)
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/524927-produto-da-monsanto-e-suspeito-de-aumentar-casos-de-cancer-na-argentina
Anti-Monsanto ativista atacada na Argentina (RT) (em inglês)
http://rt.com/news/argentina-monsanto-protest-clashes-483/
Doenças por pesticidas desperta protestos anti-Monsanto na Argentina (DW) (em inglês)
http://www.dw.de/pesticide-illness-triggers-anti-monsanto-protest-in-argentina/a-17013525
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Luciana Genro - Um breve balanço e perspectivas
os camaradas do Diretório Nacional,
Segue breve texto de balanço e perspectivas sobre o IVCNPSOL, elaborado por Luciana Genro.
Saudações,y
Mariana Riscal
Um breve balanço e perspectivas
Estamos no ultimo mês de um ano que mudou o Brasil. As jornadas de junho revelaram a todos a crise de representação política e provaram com marchas multitudinárias que a população brasileira, em especial sua juventude, tem condições de tomar o caminho das ruas para defender seus interesses. Depois de junho as greves dos trabalhadores e os protestos populares deixaram claro que nada mais será como antes e que não serão apenas os jovens a entrar na luta.
Neste cenário, o acerto de ter fundado o PSOL nos enche de orgulho. Nunca ficou tão evidente que é preciso um novo partido contra a velha política. Quando estive nas ruas, lado a lado com nossa juventude, nos protestos de junho, sabia que era ali que poderíamos provar a utilidade de nosso projeto, a necessidade de realmente construir uma alternativa combativa. No ano que logo começa, vamos ter a continuidade da luta nas ruas e também nas urnas. Esta deve ser a responsabilidade de nosso partido. E de minha parte estarei jogada nos dois combates.
Para defender que o PSOL se postule como defensor das bandeiras de junho e seja fiel a este acontecimento histórico, aceitei disputar a indicação como candidata à presidente pelo partido. Foram alguns meses de disputa interna onde os militantes que apoiaram minha pré-candidatura atuaram com energia na fiscalização e na construção de plenárias de norte a sul do Brasil. Quero aqui deixar o meu abraço e agradecimento a cada um deles. Fruto deste trabalho militante foi realizado um ato no Rio de Janeiro com centenas de militantes e contamos com o apoio de várias lideranças, em especial de Marcelo Freixo, nossa principal referencia. Por muito pouco não se chegou ao resultado que permitiria que a militânc ia debatesse mais. Com mais democracia, tenho confiança que teríamos ainda mais força. Mas o Congresso escolheu o nome de Randolfe Rodrigues. Este resultado não me desanima nem um pouco. Sigo firme na defesa de um PSOL fiel a seu programa fundacional e às jornadas de junho. Continuarei também ativa na vida interna do partido e na disputa de seus rumos.
O 4º congresso Nacional do PSOL revelou um partido profundamente dividido. Além de denúncias de irregularidades na eleição de alguns delegados apoiadores da tese Unidade Socialista, a demonstração numérica desta divisão apareceu na votação da proposta de prévias para escolha da candidatura presidencial: 201 votos contra e 186 a favor. Mesmo com esta margem muito reduzida o agrupamento do Senador Randolfe Rodrigues não aceitou submeter o nome dele ao crivo dos militantes. Na votação da candidatura presidencial mais uma vez quase metade do plenário, composto por delegados do Bloco de Esquerda, rejeitaram Randolfe, sendo que cerca de 30% apoiaram o meu nome e os demais se abstiveram em protesto contra as irregularidades. Diante desta realidade é preciso fazer um breve balanço e traçar as perspectivas.
Em primeiro lugar é preciso registrar que o apelo por mais democracia interna, feito pelo deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo que defenderam as prévias foi rejeitado pelo grupo de Randolfe e Ivan Valente, a tese Unidade Socialista. Isto é lamentável pois o nome de Randolfe não foi devidamente discutido pela militância, visto que os apoiadores da Unidade Socialista não defendiam abertamente a candidatura de Randolfe, mas a colocavam como uma hipótese ao lado do nome de Chico, Freixo e até Milton Temer. Diferenças abissais separam os quatro nomes, portanto os delegados eleitos pela tese Unidade Socialista não estavam mandatados pela sua base para votar em Randolfe. As prévias poderiam suprir esta lacuna democrática, curar as feridas abertas pelas suspeitas de irregularidades e aprofundar o debate político. Por que o medo da democracia?
Outro aspecto importante do balanço é que o Bloco de Esquerda não conseguiu se unificar em torno de uma candidatura alternativa a Randolfe. Meu nome foi apoiado pelo MES, CST, TLS, LSR, o Coletivo Primeiro de Maio, outros agrupamentos regionais, e também por lideranças como os deputados Marcelo Freixo, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. Mesmo assim uma parte do Bloco não quis me apoiar. Esta falta de unidade nos enfraqueceu na disputa, e acabamos perdendo o Congresso por uma margem reduzidíssima de 2%.
Mesmo assim considero que o Bloco de Esquerda é uma conquista importante da qual não podemos abrir mão. Após as jornadas de junho tornou-se ainda mais importante disputar os rumos do PSOL, lutar por um partido conectado com a nova realidade do Brasil, rejeitando a partidocracia e a velha política que insistem em nos rodear.
É preciso então avaliar como seguir. É certo que a disputa pela candidatura presidencial não se encerra no Congresso, pois até as convenções partidárias- que pela lei eleitoral acontecem em junho do ano que vem -ninguém é candidato oficialmente. Randolfe é o pré candidato escolhido por maioria pelo Congresso, mas meu nome segue colocado e poderá ser avaliado pela convenção do ano que vem. Luiz Araújo, o novo presidente do PSOL, falou em sua intervenção no Congresso que desejava que eu fosse candidata a Vice- Presidente na chapa com Randolfe. Não descarto esta hipótese, pois não concordo com a decisão de alguns de boicotar a campanha presidencial do PSOL se o candidato for Randolfe. Exceto para quem deseja sair do PSOL, o único caminho é seguir disputando os rumos do partido. Para isto não podemos ter uma postura abstencionista nas eleições, e muito menos apoiar o candidato de outro partido.
Não decidirei se aceito ou não esta tarefa de ser vice de Randolfe de forma individual. Quem me conhece sabe que não tenho problema algum em não ser candidata a nada. Encaro a política como militância e não como carreira.
Por isso quero ouvir em primeiro lugar @s militantes do PSOL e as lideranças das correntes que me apoiaram. Quero ouvir o partido no Rio de janeiro, particularmente Marcelo Freixo, nossa maior liderança, o deputado Jean Wyllys, os vereadores Eliomar Coelho, Paulo Eduardo e Renatinho. Em São Paulo quero ouvir o deputado Giannazi, o ex- deputado Raul Marcelo, o companheiro Vladimir Safatle. Quero ouvir outras lideranças, como a vereadora Toinha, de Fortaleza, e os grupos regionais que me apoiaram, como o ELA de Brasília e os companheiros do Paraná. Quero ouvir inclusive as lideranças que não são do Bloco , como o deputado Chico Alencar, e também as correntes do Bloco que não me apoiaram mas rejeitam Randolfe, pois respeito a sua militância e acredito que temos que seguir caminhando juntos no PSOL.
Quero avaliar com todos e todas qual o melhor caminho para que o PSOL possa estar unido na campanha de 2014 para enfrentar as candidaturas à serviço dos interesses do capital, e para que possamos seguir afirmando o perfil de partido que queremos construir: profundamente conectado com as lutas da juventude, dos trabalhadores , das mulheres, negros, homossexuais, indígenas, enfim , um partido fiel ao levante de junho e que apresente um projeto universalizante para todas esta lutas, um projeto socialista e libertário.
Luciana Genro
O lugar de Randolfe
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Manifesto dos Presidentes do PSOL com Randolfe
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Em solidariedade Ao Companheiro Hamilton
Nota da tese Unidade Socialista por um PSOL Popular
Companheiros e companheiras do Partido Socialismo e Liberdade:
Estamos a menos de uma semana do IV Congresso Nacional do PSOL. Este deveria ser um momento de celebrar o mais importante evento de nossa vida partidária e preparar a militância do PSOL para os embates que teremos contra as forças conservadoras no ano que vem. Porém, a nota divulgada pelo bloco da minoria (autodenominado "bloco de esquerda") neste fim de semana coloca a realização de um Congresso Nacional do PSOL unitário em risco.
Como se não bastasse o uso recorrente da imprensa burguesa, a patética convocação de uma ação golpista com vistas a ocupar o local do evento, as ameaças de judicialização do processo congressual – entregando à justiça das elites a decisão sobre eventuais divergências internas – e a exposição pública do partido e suas lideranças nas redes sociais, a minoria agora lança um ultimato inaceitável: só reconhecerão o resultado do Congresso Nacional do PSOL caso sejam anuladas delegações em número suficiente para transformar a minoria em maioria, ou seja, para inverter a correlação de forças e forjar um resultado que lhes garanta uma vitória no Congresso. O método das chantagens, dos ultimatos e dos impasses, infelizmente, já é bastante conhecido no PSOL. Porém, dessa vez a minoria encontrará uma maioria disposta a fazer valer a vontade da base do partido que concedeu à tese Unidade Socialista, contra outras nove, mais de 52% dos votos nas plenárias de base em todo o país. Evidentemente, não aceitaremos tal chantagem e daremos o combate, custe o que custar, para garantir a vontade das bases partidárias.
Para legitimar seu golpe, a minoria fala em fraudes e questiona diversas plenárias. Eis a verdade:
1.Em Tocantins, o setor vinculado ao bloco da minoria, uma vez derrotado no Congresso Estadual, resolveu impugnar todo o processo congressual. Um golpe inaceitável que, evidentemente, não foi avalizado pela Comissão Organizadora do IV Congresso Nacional. A maioria da base partidária daquele estado optou por uma nova direção para o PSOL e terá nosso apoio para levar sua vontade até o fim.
2.No Amapá, a minoria questiona plenárias em Macapá, Santana e Itaubal. Na capital, questionam o fato de termos impedido que filiados votassem duas vezes, visto que suas assinaturas já constavam das listas. Queriam permitir a fraude e a ilegalidade. Em Santana, acusam-nos de incitar a violência, quando se sabe (e há vídeos que o comprovam) que foram militantes da minoria que roubaram as listas de credenciamento, agrediram dirigentes da APS e infiltraram militantes armados na plenária para intimidar nossos companheiros, razão pela qual a polícia foi chamada. Em Itaubal, seus militantes não fiscalizaram a plenária e agora pedem a invalidação da mesma. A minoria sabe que, anulando essas plenárias, pode reverter sua derrota. Não aceitaremos esse golpe. Os fiscais da minoria assinaram as atas e aceitaram os resultados. Os delegados do Amapá estarão presentes e prontos para se defender das acusações absurdas que a minoria difunde como forma de questionar os resultados do Congresso.
3.Em Minas Gerais, o grupo que representa a tese Unidade Socialista está devidamente filiada ao PSOL e estará presente no IV Congresso Nacional. Não há nenhum delegado de nossa tese naquele estado que tenha se afastado do partido. Quanto à fiscalização de plenárias, lembramos que este é um direito das teses no processo congressual. Mas nenhuma plenária pode ser questionada apenas pelo fato de que uma forma optou por não exercê-lo. Os companheiros da nossa tese em Minas Gerais compareceram na reunião do Diretório Estadual e assumiram suas funções na direção do partido naquele estado. Não aceitamos, portanto, qualquer questionamento a esses delegados.
4.Na Bahia, onde as acusações são de que filiados foram mobilizados nas plenárias de Salvador motivados por promessas relacionadas a programas do Governo Federal, vimos o resultado da truculência dos bandidos vinculados à dissidência da APS na plenária em que o membro da Executiva Nacional do PSOL, Ronaldo Santos, foi barbaramente espancado, sob o beneplácito de Jorge Almeida e outros dirigentes da minoria naquele estado. Uma vez concluído o IV Congresso Nacional do PSOL, exigiremos das instâncias competentes a punição de todos os envolvidos naquele ato covarde que chocou a militância de esquerda em todo o país.
5. Quanto às atas, a minoria mente para convencer sua base que não tomou parte na resolução consensual, aprovada na última reunião da Comissão Organizadora com os votos de Israel Dutra (MES), João Machada (Enlace/CSOL) e Leandro Recife (TLS), que assegurava o pleno acesso às atas sobre as quais havia qualquer tipo de questionamento e disponibilizava, sob meio digital, cópia de TODAS AS ATAS aos membros da Comissão. A mentira da minoria que, após firmar um acordo, questiona a decisão da qual tomou parte, serve para tentar iludir sua base e fazer crer que não houve um encaminhamento consensual na última reunião da Comissão. Uma vergonha digna daqueles que não honram acordos e não tem compromisso com a verdade.
6.Sobre o Rio de Janeiro, a militância do PSOL precisa conhecer os fatos: entre os delegados estaduais que, embora vinculados ao grupo que foi afastado do PSOL por problemas éticos, publicamente declarou sua independência de tal grupo, apenas aqueles simpáticos ao Bloco de Esquerda foram credenciados. Isto é, a minoria aceitou credenciar os delegados estaduais vinculados ao que sua nota chama pejorativamente de "bancada da extorsão" desde que votassem com o bloco de "esquerda"! Aos demais companheiros que solicitaram credenciamento, renegando qualquer relação com o grupo afastado pela direção do partido, esse direito foi negado porque estes não se alinhavam com o bloco. Uma manobra inaceitável.
Além dessas mentiras, a nota da minoria simplesmente não toca em fraudes cometidas pelo referido "bloco" em vários estados. Nada fala das plenárias fantasmas de Alagoas, ou da participação da filiada Heloísa Helena, que votou na tese do MES e declarou-se pré-candidata, mesmo compondo a Executiva Nacional de outro partido (a Rede Sustentabilidade). Nada fala sobre as plenárias do Rio Grande do Norte, dirigidas por lideranças no PMDB e elegendo delegados para o MES. Não tece um comentário sequer sobre a aliança do "bloco" com o PP em Balsas, no Maranhão. Não denuncia os militantes que possuem funções gratificadas e cargos de confiança no Distrito Federal – um deles, ocupando alto cargo na liderança do PMDB na Câmara. Cinicamente, esconde que dirigentes da minoria procuraram escritório de advocacia para estudar medidas jurídicas contra o PSOL e seu congresso. Ocultou que no Amapá os fiscais lá presentes assinaram as atas, reconhecendo os resultados. Não mencionou a plenária de Itaocara que, estranhamente, reuniu um número extraordinário de filiados. Ou as relações espúrias com a direita em Altamira (Pará). Ou ainda, a proposta dos militantes do bloco em Santana, que queriam "vender" seu apoio à Unidade Socialista em troca de cargos na Prefeitura de Macapá – o que, obviamente, não aceitamos.
Por tudo isso, nossa tese reafirma a disposição de levar o Congresso Nacional até o fim, independente de manobras e tentativas de golpe. Para tanto, reafirmamos:
a.Reconheceremos todas as decisões da Comissão Organizadora do IV Congresso Nacional do PSOL, eleita por consenso na Executiva Nacional do PSOL;
b.Reconheceremos as decisões da Executiva Nacional e do Diretório Nacional do PSOL, eleitos democraticamente pelo III Congresso Nacional do PSOL, quanto aos recursos a eles encaminhados;
c.Reconheceremos as delegações que, referendadas pelas instâncias do PSOL, dão maioria à tese Unidade Socialista;
d.Encararemos qualquer iniciativa que leve nossas divergências internas para os tribunais da burguesia como ato unilateral de rompimento com a legalidade partidária, que atenta contra nossas regras mínimas de convivência, sendo passível de penalidade, conforme as disposições estatutárias.
e.Interpretaremos qualquer ato que tenha como objetivo impedir o bom andamento do IV Congresso Nacional do PSOL como atentado grave à democracia partidária, sujeita às disposições legais previstas em nosso estatuto.
Nosso projeto de PSOL é um projeto socialista, democrático e popular. Não um PSOL que vive de golpes, de fraudes ou de chantagens. A coerência está do nosso lado. Lembremos que os primeiros a estabelecer vínculos com o grande capital (na eleição de Porto Alegre, em 2008, e no Emancipa, desde então), foi o bloco de "esquerda". Lembremos que foram eles os primeiros a compor alianças com partidos de "centro" (PV, em 2008). Lembremos que foram os primeiros a defender apoio à candidatura de Marina Silva em 2010 e a propor aliança com Gabeira no RJ. Que foram os primeiros a declarar publicamente apoio uma candidatura do PT (Paulo Paim, em 2010). Enfim, conhecemos a história e não nos deixamos enganar pelo puritanismo de ocasião.
A nota da minoria afirma que há um "impasse" no IV Congresso Nacional do PSOL. Estão enganados. Não há impasse algum: levaremos o IV Congresso Nacional até o fim, custe o que custar, para garantir a vontade da base: um PSOL popular com Randolfe Presidente do Brasil.
TESE UNIDADE SOCIALISTA POR UM PSOL POPULAR
Saudações Internacionalistas e Libertárias
Ronaldo Santos...
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Congresso do PSOL Bahia: um balanço revelador da política hegemonista, fracional e doentia da APS Nova Era
Foi realizado em Salvador, nos dias 19 e 20 de outubro, o congresso do PSOL Bahia. Nosso coletivo interno, "Somos PSOL", que constrói junto com outras correntes e militantes o bloco/tese nacional "Unidade Socialista Por Um PSOL Popular", tem responsabilidades políticas bastante relevantes com o partido neste estado, razão pela qual sentimo-nos na obrigação de realizar este balanço e socializa-lo com os demais membros do partido.
A primeira constatação visível a todos os participantes deste evento é que o PSOL na Bahia sofre um processo grave de fratura, que se revelou na precária organização do congresso. Três grandes grupos internos, praticamente empatados em número de delegados, organizaram-se no pré-congresso e marcaram um dia para se encontrar, alguns com o objetivo de debater, mas outros com o intento de agredir de todas as formas possíveis os que pensam diferente, tamanho o nível de fracionamento, que foi responsável inclusive pelo fato mais lamentável de todo o 4º Congresso do PSOL: a violenta agressão física ao dirigente Ronaldo Santos, membro do nosso coletivo, em uma das plenárias de Salvador.
Mesmo neste clima desfavorável para a realização de um evento que se dispusesse a realizar algumas sínteses, foi percebível o esforço de algumas forças e lideranças partidárias para se alcançar algum nível de unidade. É preciso afirmar que nós, do Somos PSOL, integrantes do bloco nacional Unidade Socialista, estivemos por todo o congresso abertos ao diálogo para fortalecer o partido. Reconhecemos também os esforços dos companheiros da corrente Insurgência e também dos companheiros do Rosa Zumbi nestes esforços. Mas, lamentavelmente, quando uma força minoritária, mas que dinamiza 1/3 dos delegados - a APS Nova Era -, se dispõe com todas as suas forças a despolitizar um congresso, não há como se ter um balanço plenamente positivo deste fórum, que reuniu quase 270 delegados.
Em mais de um momento tentamos trazer ao plenário do Congresso o debate mais substantivo que gera divergências internas e que devem sim ser claramente debatidas. Trouxemos o debate sobre os critérios para alianças eleitorais; trouxemos o debate sobre o balanço das eleições no Pará e Macapá, mas também em outros estados, como o Rio de Janeiro e Rio Grand do Sul; trouxemos o debate sobre o balanço da gestão do partido na prefeitura de Macapá. Tentamos ainda debater aspectos programáticos, ao menos os eixos que defendemos para o partido: outra política econômica enfrentando a questão da dívida pública; radicalização na pauta dos direitos humanos; refundação republicana do país através de uma revolução democrática com efetiva participação popular como forma inclusive de tirar o debate da corrupção do ambiente meramente moral; desembarque do modelo de mero crescimento econômico para outro, sustentável nas dimensões econômica, social e ambiental.
Em todos os momentos em que colocamos estes temas, a claque despolitizada da APS Nova Era, acompanhada de alguns poucos aliados não menos despolitizados e submissos à histeria como método, não permitia a reflexão e o debate claro de posições. Os divergentes eram tratados aos gritos como safados, pilantras e outros adjetivos do mesmo cômodo de deseducação doméstica. O objetivo estava claro e a disposição para a agressão física se fez saliente em mais de um momento. Não tinham condições de debater sobre fatos, mas tão somente sobre versões, que seriam facilmente desmascaradas num debate organizado.
Como a APS Nova Era iria sustentar que a prefeitura de Macapá não é a experiência político-administrativa mais avançada entre as capitais do país hoje, se em nove meses de gestão já reuniu mais de 15 mil moradores e realizou o 1º Congresso do Povo de Macapá, elegendo 700 delegados que prepararam o Plano Plurianual da cidade e entregaram à Câmara, rompendo com a lógica fisiológica predominante na velha política? Como sustentar as críticas à gestão cujo prefeito vai pessoalmente às assembleias das categorias debater e decidir coletivamente suas pautas e reivindicações? Como seguir um debate criticando uma gestão que antes das jornadas de junho já tinha se enfrentado com os empresários do transporte, congelado a tarifa e em seguida reduzindo-as? Como vir para o debate se a prefeitura de Macapá está já colocando em discussão a municipalização do transporte coletivo da cidade e um chamado a um plebiscito para definir sobre isto e sobre o passe livre para os estudantes da cidade? Como, se a prefeitura está avançando em convênios com Cuba para fazer intercâmbio em áreas cuja excelência da experiência cubana é reconhecida internacionalmente?
A APS Nova Era interditou o debate, preferiu as claques, as agressões morais, a gritaria insana e a ofensa às delegações do interior, afirmando abertamente que eram meros levantadores de crachás, numa postura tão arrogante quanto hipócrita, vide os casos que estão sendo analisados na Executiva Nacional sobre as manobras da APS Nova Era exatamente no interior da Bahia. A gritaria objetivava que os delegados não refletissem sobre as nossas falas e sobre o debate franco que trazíamos, pois as suas versões estalinistas viriam abaixo. Certamente também por isso interditaram um membro da Executiva Nacional do partido de ter direito a voz no congresso. O argumento politizado da APS Nova Era: "ele não é da Bahia!". Tudo isto foi feito não por militantes de base, gente que pode ser vista como imatura, adolescentes crônicos da política ou algo pelo estilo. Em todos os momentos o sr. Jorge Almeida estava ali incentivando e coordenando a despolitização.
Mas o maior exemplo da falta de compromisso desta corrente com a unidade partidária e com o próprio fortalecimento do que se convencionou chamar de "bloco de esquerda" foi quando TODAS as forças fecharam um acordo para apresentar uma chapa para as eleições 2014 de consenso, para colocar o partido "pra fora". Após o acordo feito, na hora da votação, em que esperávamos que seria uma votação unânime, a APS Nova Era não votou, não dando seu apoio ao candidato unificador, da corrente Insurgência. Porém, oportunistamente, a APS Nova Era não deixou de apresentar seu nome para o senado, a filiada Zilmar.
Vale salientar que todas as manobras possíveis foram feitas para atrasar os trabalhos da plenária de domingo. Tínhamos um acordo para iniciar os trabalhos às 11h30, impreterivelmente. A plenária só veio a começar próximo das 14 horas após uma luta política imensa contra as manobras da APS Nova Era, que sabia que a partir das 16 horas várias delegações teriam que se ausentar. Felizmente, com a condução isenta e firme de um companheiro da corrente Rosa Zumbi, conseguimos concluir as votações que exigiam aferição proporcional perto das 17 horas, já com muitos delegados em pé e com suas malas prontas. Após isto, o congresso praticamente se dissolveu, pois estourou completamente o tempo.
O congresso da Bahia também serviu para se esclarecer a todos os delegados e delegadas sobre a forma como a APS Nova Era conduz uma ferramenta de luta coletiva que foi fruto não do esforço de uma corrente, mas de todo o partido, de todas as correntes: o mandato de vereador na capital, de Hilton Coelho. O mandato foi duramente questionado pelas correntes, pela falta de transparência, pela falta de diálogo e até pela falta de prestação de contas. Chegou a impressionar quando o próprio vereador – que exerce um mandato de luta na cidade, não é disto que tratamos aqui - foi ao microfone se defender e afirmou que quem quisesse suas prestações de contas que fosse ao site da Câmara, ou seja, tratando o partido como um ser estranho ao seu mandato. A sensação do conjunto do partido, expressa no congresso, é que o mandato não é "do PSOL", mas de uma corrente que quer hegemonizar tudo e instrumentaliza este mandato – inclusive com liberações pelo interior do estado - para disputar espaços dentro do partido com aqueles que ajudaram a eleger o vereador. Esta situação prática explica bem a verdade sobre a falta de unidade do chamado bloco de esquerda nos congressos estaduais. A prática é o critério da verdade.
Apesar deste quadro, entendemos que o congresso cumpriu seu papel. Diante de tanta fratura política e tamanha política de autoconstrução de um setor partidário, a base e muitos quadros deram uma demonstração de que o PSOL é um partido saudavelmente e dialeticamente rebelde e equilibrado, colocando estas forças hegemonistas em seu devido lugar. Cada grupo terá aproximadamente 1/3 da direção estadual, que será presidida pelo Marcos Mendes, da corrente Insurgência. O surgimento da corrente Rosa Zumbi é certamente um fator positivo na Bahia, ajuda a dar leveza ao partido, desinterdita caminhos e abre horizontes para novos diálogos. De nossa parte, do SOMOS PSOL, vamos continuar abertos à construção unitária do partido, sem sectarismos, hegemonismos, agressões físicas ou morais. Viva o PSOL e sua diversidade socialista!
Coletivo SOMOS PSOL.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
E agora Marina Silva?
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Programa de TV do PSOL vai ao ar nesta quinta-feira
Não perca e ajude a divulgar o programa nas redes sociais.
http://www.psol50.org.br/site/noticias/2316/programa-de-tv-do-psol-vai-ao-ar-nesta-quinta-feira



