terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Comunicado de Falecimento

Comunicamos que A Amiga e companheira do PSOL, Olímpia de Oliveira (Nina) Faleceu no acidente do ônibus da Gontijo, onde morreram ao total 14 pessoas. A Companheira era Filiada pelo PSOL Paulo Afonso, e era uma das incentivadoras pela luta contra a política asfixiosa da Região aplicada pelos coronéis donos do capital.

Nesse Momento Difícil nós do PSOL somos solidários a família da (Nina) e que ela encontre a paz.

Jelson Barbosa, Presidente do PSOL Paulo Afonso

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA IMPEDE POSSE DO REITOR ELEITO PELA COMUNIDADE DO IFBAIANO

O IFBAIANO nasceu da divisão política dos campi do IFBA(antigo CEFET). Tem mais de sete mil alunos em seus cursos com foco em ciências agrárias, e contando-se com os cursos de EAD chegam a nove mil. Possui mais de mil funcionários entre técnicos e professores, estando espalhado com seus campi funcionando ou em construção e núcleos em diversos municípios importantes da Bahia. As características políticas de seu nascimento fazem com que, até agora, a instituição se mantenha muito mais com carater "feudal", onde cada campi funciona de per si.
 
Nos últimos três anos, porém, entraram novos funcionarios e alunos com nova mentalidade, desejosos de fazer do IFBAIANO uma instituição digna deste nome, de modernizá-lo e expandí-lo para novas areas, sem perder o seu foco. As recentes eleições para reitor em dezembro expressaram isto dando uma vitória insofismável ao candidato GIOVANNE BARBOSA que alcançou 63, 62% dos votos validos contra o candidato da situação pregando uma gestão progressista. No entanto a comunidade foi surpreendida com a atitude do reitor que encomendou um parecer do procurador que, atendendo a prepostos do candidato derrotado, questionou o processo eleitoral usando como "prova" a fotografia de uma faixa(?) exposta no dia da eleição no campi de Valença na medida em que o regimento eleitPRESoral  não permitia qualquer propaganda durante a votação.
 
A intervenção do procurador é totalmente exdrúxula pois nem o reitor nem ele faz parte do processo eleitoral que é exclusivamente dirigido pela Comissão Eleitoral, e o município em questão passava por forte temporal que levou ao fechamento do campi, logo não poderia influenciar qualquer eleitor. O parecer exdrúxulo, entretanto, foi apreciado pelo CONSUP, conselho superior da instituição controlado pelo atual reitor, que, exorbitando de suas funções, já que por lei lhe cabe apenas deflagrar o processo de escolha e posicionar-se se a eleição será em um ou dois turnos, DECIDIU NÃO HOMOLOGAR O CANDIDATO ELEITO, por 8 X 4, com duas abstenções.
 
A comunidade está mobilizada. No dia 22/1 houve assembleía na sede da reitoria em Salvador onde compareceram cerca de duzentas pessoas entre técnicos, professores e alunos, e que registrou apoio externo do SINASEFE, de professores do IFBA, da INTERSINDICAL e da CSP-CONLUTAS. Na reunião a comunidade universitária decidiu ocupar a movimentada Avenida Paralela exigindo respeito á sua decisão democrática nas urnas. Pretende utilizar todos os recursos possíveis e formas de luta para garantir a demoicracia no IFBAIANO e impedir que o precedente seja seguido por outras instituições. A expectativa é grande em relação á decisão do MEC a quem cabe a última palavra. 


          Saudações Internacionalistas e Libertárias


                    Ronaldo Santos...


                 Secretário Geral do PSOL Bahia

             Membro da Direção Nacional do PSOL

               Cel: 071-9126:2455

             www.psol-naluta-ba.blogspot.com

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pare a fábrica de sementes mutantes

Caros amigos,



Sofía Gatica recebeu ameaças de morte e um foi espancada de forma desumana depois de se juntar aos protestos contra uma enorme fábrica da Monsanto,desaprovada por quase 70% dos moradores da região! Mas a solidariedade internacional podecriar um rebuliço na imprensa local, pressionando a presidente argentina a fechar a fábrica, e revertendo a disseminação global da agricultura tóxica da Monsanto:

assine a peticao
A Monsanto está ampliando seu poder sobre o mundo, com uma nova fábrica enorme de sementes mutantes na Argentina. Sofía Gatica e outros vizinhos do local se manifestaram, o que provocou ameaças de morte e um espancamento desumano. A ameaça é iminente - vamos apoiá-los e parar essa fábrica.

A Monsanto fabrica sementes transgênicas que, quando combinadas com pesticidas tóxicos, criam as devastadoras 'monoculturas' – onde nada mais cresce, apenas uma única planta – que estão dominando cada vez mais o nosso planeta. Agora, eles planejam construir uma das maiores fábricas de sementes transgênicas do mundo, em Córdoba, na Argentina.

Sofía, preocupada com os riscos para a saúde vindos da fábrica, juntou-se aos protestos, apoiados por cerca de 70% dos moradores da região. Se um milhão de nós nos juntarmos ao povo de Malvinas Argentinas nos próximos três dias, poderemos aumentar a visibilidade da questão nos meios de comunicação locais, colocar a petição em uma campanha publicitária e pressionar a impopular presidente da Argentina a fechar a fábrica e reverter a disseminação da agricultura tóxica da Monsanto: 

https://secure.avaaz.org/po/stop_monsanto_in_argentina_global_/?bXALOeb&v=33006 

Sofia e o povo de Malvinas Argentinas deitaram na frente de tratores para bloquear a construção da fábrica. Se ampliarmos esse protesto, poderemos ajudá-los a vencer. A presidente Kirchner está enfrentando uma onda de impopularidade neste momento, e ela não pode se dar ao luxo de ser vista favorecendo os lucros da Monsanto em vez de seu próprio povo. 

A megafábrica utilizará produtos químicos tóxicos para criar sementes, o que soa estranho porque as sementes devem vir de plantas, certo? Não no assustador novo mundo da Monsanto, onde as plantas são geneticamente projetadas para serem estéreis, e a única maneira dos agricultores manterem o plantio de alimentos é através da compra de novas sementes, a cada ano, da mesma Monsanto! Nos EUA, até 90% de alguns tipos de culturas são plantadas com sementes da Monsanto, e com sua nova megafábrica, na Argentina, a empresa está ampliando seu infame poder sobre o mundo. 

As ameaças e o ataque a Sofía e seus colegas manifestantes são a gota d'água - vamos parar a invasão da Monsanto na América do Sul, e começar a reverter a devastação causada em nossos ecossistemas por seus produtos: 

https://secure.avaaz.org/po/stop_monsanto_in_argentina_global_/?bXALOeb&v=33006 

Alguns argumentam que a modificação genética é um grande passo para o aumento da eficiência agrícola. Poderá haver benefícios nesse sentido no futuro, mas muitas vezes as promessas de ganho são exageradas por quem faz a publicidade das empresas. Por exemplo, a ideia de que "alimentar o mundo" com sementes transgênicas pode ser muito mais produtivo do que as sementes normais: na verdade, há pouca evidência sobre isso, e a tecnologia usada em transgênicos frequentemente coloca o lucro à frente das pessoas e do planeta. Os governos devem julgar os riscos e benefícios públicos, mas a Monsanto é hábil em minar a governância democrática. Eles até aprovaram uma lei nos EUA que diz que um juiz não pode ordenar um recall de produtos da Monsanto, nem mesmo por razões de segurança pública! 

Nosso planeta está sendo rapidamente transformado por transgênicos e a agricultura industrial e nossos governos são fortemente influenciados pela megacorporação americana no centro de tudo, uma empresa que está gradualmente controlando a oferta de alimentos do mundo. Não vamos forçar nossos filhos e netos a viver em um mundo alimentado exclusivamente pela Monsanto, quando podemos parar agora.

Com esperança,

Ricken, Meredith, Laura, Nick, Alice, Luis, Marie, Nádia e toda equipe da Avaaz

Mais informações:

Argentinos versus Monsanto (Envolverde)
http://envolverde.com.br/ambiente/teramerica-argentinos-versus-monsanto/

Argentinos protestam contra instalação da Monsanto em Córdoba (Vermelho)
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7&id_noticia=227653

Produto da Monsanto é suspeito de aumentar casos de câncer na Argentina (Unisinos)
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/524927-produto-da-monsanto-e-suspeito-de-aumentar-casos-de-cancer-na-argentina

Anti-Monsanto ativista atacada na Argentina (RT) (em inglês)
http://rt.com/news/argentina-monsanto-protest-clashes-483/

Doenças por pesticidas desperta protestos anti-Monsanto na Argentina (DW) (em inglês)
http://www.dw.de/pesticide-illness-triggers-anti-monsanto-protest-in-argentina/a-17013525

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Luciana Genro - Um breve balanço e perspectivas

os camaradas do Diretório Nacional,

Segue breve texto de balanço e perspectivas sobre o IVCNPSOL, elaborado por Luciana Genro.

Saudações,y

Mariana Riscal


Um breve balanço e perspectivas


Estamos no ultimo mês de um ano que mudou o Brasil. As jornadas de junho revelaram a todos a crise de representação política e provaram com marchas multitudinárias que a população brasileira, em especial sua juventude, tem condições de tomar o caminho das ruas para defender seus interesses. Depois de junho as greves dos trabalhadores e os protestos populares deixaram claro que nada mais será como antes e que não serão apenas os jovens a entrar na luta.

Neste cenário, o acerto de ter fundado o PSOL nos enche de orgulho. Nunca ficou tão evidente que é preciso um novo partido contra a velha política. Quando estive nas ruas, lado a lado com nossa juventude, nos protestos de junho, sabia que era ali que poderíamos provar a utilidade de nosso projeto, a necessidade de realmente construir uma alternativa combativa. No ano que logo começa, vamos ter a continuidade da luta nas ruas e também nas urnas. Esta deve ser a responsabilidade de nosso partido. E de minha parte estarei jogada nos dois combates.

Para defender que o PSOL se postule como defensor das bandeiras de junho e seja fiel a este acontecimento histórico, aceitei disputar a indicação como candidata à presidente pelo partido. Foram alguns meses de disputa interna onde os militantes que apoiaram minha pré-candidatura atuaram com energia na fiscalização e na construção de plenárias de norte a sul do Brasil. Quero aqui deixar o meu abraço e agradecimento a cada um deles. Fruto deste trabalho militante foi realizado um ato no Rio de Janeiro com centenas de militantes e contamos com o apoio de várias lideranças, em especial de Marcelo Freixo, nossa principal referencia. Por muito pouco não se chegou ao resultado que permitiria que a militânc ia debatesse mais. Com mais democracia, tenho confiança que teríamos ainda mais força. Mas o Congresso escolheu o nome de Randolfe Rodrigues. Este resultado não me desanima nem um pouco. Sigo firme na defesa de um PSOL fiel a seu programa fundacional e às jornadas de junho. Continuarei também ativa na vida interna do partido e na disputa de seus rumos.

O 4º congresso Nacional do PSOL revelou um partido profundamente dividido. Além de denúncias de irregularidades na eleição de alguns delegados apoiadores da tese Unidade Socialista, a demonstração numérica desta divisão apareceu na votação da proposta de prévias para escolha da candidatura presidencial:  201 votos contra  e 186 a favor.  Mesmo com esta margem muito reduzida o agrupamento do Senador Randolfe Rodrigues não aceitou submeter o nome dele ao crivo dos militantes. Na votação da candidatura presidencial mais uma vez quase metade do plenário, composto por delegados do Bloco de Esquerda,  rejeitaram Randolfe, sendo que cerca de 30% apoiaram o meu nome e os demais se abstiveram em protesto contra as irregularidades. Diante desta realidade é preciso fazer um breve balanço e traçar as perspectivas.

Em primeiro lugar é preciso registrar que o apelo por mais democracia interna, feito pelo deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo que defenderam as prévias foi rejeitado pelo grupo de Randolfe e Ivan Valente, a tese Unidade Socialista. Isto é lamentável pois o nome de Randolfe não foi devidamente discutido pela militância, visto que os apoiadores da Unidade Socialista não defendiam abertamente a candidatura de Randolfe, mas a colocavam como uma hipótese ao lado do nome de Chico, Freixo e até Milton Temer. Diferenças abissais separam os quatro nomes, portanto os delegados eleitos pela tese Unidade Socialista não estavam mandatados pela sua base para votar em Randolfe. As prévias poderiam suprir esta lacuna democrática, curar as feridas abertas pelas suspeitas de irregularidades e aprofundar o debate político. Por que o medo da democracia?

Outro aspecto importante do balanço é que o Bloco de Esquerda não conseguiu se unificar em torno de uma candidatura alternativa a Randolfe. Meu nome foi apoiado pelo MES, CST, TLS, LSR, o Coletivo Primeiro de Maio, outros agrupamentos regionais, e também por lideranças como os deputados Marcelo Freixo, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. Mesmo assim uma parte do Bloco não quis me apoiar. Esta falta de unidade nos enfraqueceu na disputa, e acabamos perdendo o Congresso por uma margem reduzidíssima de 2%.

Mesmo assim considero que o Bloco de Esquerda é uma conquista importante da qual não podemos abrir mão. Após as jornadas de junho tornou-se ainda mais importante disputar os rumos do PSOL, lutar por um partido conectado com a nova realidade do Brasil, rejeitando a partidocracia e a velha política que insistem em nos rodear.

É preciso então avaliar como seguir. É certo que a disputa pela candidatura presidencial não se encerra no Congresso, pois até as convenções partidárias- que pela lei eleitoral acontecem em junho  do ano que vem -ninguém é candidato oficialmente. Randolfe  é o pré candidato escolhido por maioria pelo Congresso, mas meu nome segue colocado e poderá ser avaliado pela convenção do ano que vem. Luiz Araújo, o novo presidente do PSOL, falou em sua intervenção no Congresso que desejava que eu fosse candidata a Vice- Presidente na chapa com Randolfe. Não descarto esta hipótese, pois não concordo com a decisão de alguns de boicotar a campanha presidencial do PSOL se o candidato for Randolfe.  Exceto para quem deseja sair do PSOL, o único caminho é seguir disputando os rumos do partido. Para isto não podemos ter uma postura abstencionista nas eleições, e muito menos apoiar o candidato de outro partido.

Não decidirei se aceito ou não  esta tarefa de ser vice de Randolfe de forma individual. Quem me conhece sabe que não tenho problema algum em não ser candidata a nada. Encaro a  política como militância  e não como carreira.

Por isso quero  ouvir em primeiro lugar @s  militantes do PSOL e  as lideranças das correntes que me apoiaram. Quero ouvir o partido no Rio de janeiro, particularmente Marcelo Freixo, nossa maior liderança, o deputado Jean Wyllys, os  vereadores Eliomar Coelho, Paulo Eduardo e Renatinho. Em São Paulo quero ouvir o deputado Giannazi, o ex- deputado Raul Marcelo, o companheiro Vladimir Safatle.  Quero ouvir outras lideranças, como a vereadora Toinha, de Fortaleza, e os grupos regionais que me apoiaram, como o ELA de Brasília e os companheiros do Paraná. Quero ouvir inclusive as lideranças que não são do Bloco , como o deputado Chico Alencar, e também as correntes do Bloco que não me apoiaram mas rejeitam Randolfe, pois respeito a sua militância e acredito que temos que seguir caminhando juntos no PSOL.

Quero avaliar com todos e todas qual o melhor caminho para que o PSOL possa estar unido na campanha de 2014 para enfrentar as candidaturas à serviço dos interesses do capital, e para que possamos seguir afirmando o perfil de partido que queremos construir: profundamente conectado com as lutas da juventude, dos trabalhadores , das mulheres, negros, homossexuais, indígenas, enfim , um partido fiel ao levante de  junho e que apresente um projeto universalizante para  todas esta lutas, um projeto socialista e libertário. 


Luciana Genro


O lugar de Randolfe


Juliano Medeiros, Direção Nacional do PSOL
 
O IV Congresso Nacional do PSOL aprovou, no último domingo, a pré-candidatura do senador Randolfe Rodrigues à Presidência da República nas eleições do próximo ano. É a primeira candidatura potencialmente competitiva lançada pela oposição de esquerda para a disputa de 2014. Quais os desafios de um projeto popular e socialista no próximo ano?
As últimas três eleições presidenciais foram marcadas pela polarização entre dois blocos, um liderado pelo PT, outro pelo PSDB. Essa polarização, falsa em sua essência, foi instrumental para a estabilização da hegemonia conservadora na política e na sociedade brasileira. Isso não significa, porém, que estes blocos representem exatamente o mesmo projeto. As elites brasileiras não são homogêneas e dividem-se em distintas frações. Essas frações influenciam o processo político-eleitoral de acordo com seus interesses particulares, como demonstra o financiamento das campanhas de Dilma Rousseff (financiada principalmente por empreiteiras e pelo agronegócio) e José Serra (financiado principalmente por bancos e setores da indústria). São essas divisões que permitem o surgimento de alternativas de dentro do bloco conservador, como Eduardo Campos.
No cenário que se apresenta pouco menos de um ano das eleições de 2014, existem três candidaturas principais: Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Aos dois primeiros, interessa reproduzir a polarização das eleições anteriores, enquanto Campos tenta conquistar a confiança da indústria e do agronegócio, enfraquecendo as bases de apoio de ambos. Portanto, a novidade nas eleições de 2014 não vem do campo conservador: a novidade vem das ruas.
O ano de 2013 foi marcado por três fatos decisivos para o desdobramento da disputa presidencial do próximo ano. O primeiro foi a retomada de medidas privatistas e dos ajustes econômicos em favor do capital financeiro. Além de aeroportos, portos e ferrovias, o governo Dilma iniciou a entrega do petróleo do Pré-Sal à exploração privada, diminuindo ainda mais a participação do Estado em setores estratégicos da economia. Ao mesmo tempo, após seis aumentos consecutivos, a taxa de juros de 10% ao ano colocou o Brasil novamente na condição de paraíso mundial da especulação financeira. Com isso, os juros do crédito devem aumentar, endividando ainda mais as famílias brasileiras e contingenciando os indispensáveis investimentos públicos.
O segundo fato decisivo na disputa eleitoral do ano que vem é o efeito das chamadas "jornadas de junho". As manifestações que tomaram as ruas em todo o país colocaram o sistema político-eleitoral em xeque. A queda da popularidade de todos os governantes – incluindo Dilma Rousseff – é um dado inquestionável que demonstra que os eleitores estarão mais atentos, mais vigilantes e mais críticos durante as eleições de 2014. Assim, haverá um maior espaço para propostas alternativas e de esquerda, que distanciem-se da plataforma das elites e busquem representar o descontentamento das ruas.
O terceiro fato com implicações diretas sobre as eleições presidenciais do próximo ano foi a filiação de Marina Silva ao PSB para concorrer à vice-presidência na chapa de Eduardo Campos. Até a frustrada tentativa de criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade, Marina era a figura pública que mais havia capitalizado o descontentamento popular contra a velha política, apesar de ter participado, até pouco tempo, da governabilidade de Lula e de não apresentar, efetivamente, nada de substancialmente novo em relação a questões centrais como a política econômica. Porém, simbolicamente Marina vinha angariando amplas simpatias dos setores médios desiludidos com os velhos partidos e cansados da falsa polarização entre PT e PSDB. Ao ingressar no PSB, um partido igual a todos os demais, Marina frustrou milhões de simpatizantes e criou um vácuo que pode ser ocupado por um projeto efetivamente de esquerda.
Estes três fatores, criaram condições favoráveis a um projeto popular, democrático e socialista para as eleições de 2014, que dialogue com o desejo de mudanças. Um projeto e uma candidatura que denunciem a paralisia da reforma agrária e busque o diálogo com o MST na perspectiva da construção de um projeto para o campo que tenha como centro a pequena agricultura e a soberania alimentar. Um projeto que se oponha ao modelo macroeconômico baseado no tripé de juros altos, superávit primário e câmbio flutuante, e apresente um modelo de desenvolvimento baseado no consumo e na indústria nacionais, com distribuição de renda e justiça fiscal e tributária. Um projeto que defenda a ampliação radical dos investimentos em saúde e educação, e retome o sonho de um Brasil livre do analfabetismo. Um projeto democrático, vinculado às demandas populares e à participação da sociedade brasileira para enfrentar temas como a democratização da comunicação, os direitos indígenas e quilombolas, os diretos das mulheres sobre seu corpo e o direito dos indivíduos de amarem livremente. Um projeto que defenda o meio-ambiente da sanha destrutiva dos interesses do mercado e utilize nossas riquezas naturais de forma equilibrada e a serviço do desenvolvimento com respeito à natureza. Enfim, um projeto que retome as reformas estruturais interditadas à força pelas elites brasileiras cinquenta anos atrás e a utopia de um Brasil mais justo e igualitário.
As três candidaturas representam mais do mesmo e não podem encarnar o desejo de mudanças e um projeto de conteúdo efetivamente transformador. A esquerda socialista, no IV Congresso Nacional do PSOL, tem agora uma candidatura com esse perfil. Randolfe Rodrigues, o PSOL e os demais partidos da esquerda socialista e independente, são os únicos que podem apresentar este projeto. Este é o lugar de Randolfe e do PSOL: o lugar da mudança pela esquerda e da retomada da utopia socialista.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Manifesto dos Presidentes do PSOL com Randolfe‏

Manifesto em apoio à pré-candidatura de Randolfe Rodrigues à Presidência da República

Nós, dirigentes do PSOL de todas regiões do país, vimos externar à militância partidária nosso apoio à pré-candidatura do nosso senador Randolfe Rodrigues à Presidência da República, conclamando nossos filiados e militantes para darmos início a uma vitoriosa campanha política e eleitoral que cruze o país de norte a sul com entusiasmo e a certeza de que o amanhã, com a força popular, será melhor.

Apoiamos Randolfe Presidente porque acreditamos que o PSOL precisa ter uma candidatura que represente a diversidade de posições e o caráter popular, socialista e de massas de nosso partido. Porque uma candidatura que pretenda ter o tamanho dos nossos sonhos deve falar para além das fronteiras do próprio PSOL.

Militamos por Randolfe Presidente porque acreditamos que é possível e necessário, num processo eleitoral, ir além das urnas e fortalecer a organização política dos militantes e forças de esquerda que atuam nos partidos, nos movimentos sociais e no ativismo que vem crescendo em nosso país.

Estamos com Randolfe Presidente porque queremos ser parte de um amplo debate nacional que discuta nosso país e as prioridades das maiorias oprimidas, construindo a milhões de mãos um programa político que aponte a ruptura com o passado e um caminho rumo ao futuro.

Apoiamos Randolfe Presidente porque queremos um senador da Amazônia, o mais jovem senador da República, sendo o porta-voz das demandas dos povos da floresta, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos quilombolas, dos interiores do Brasil.

Vamos dar a Randolfe a tarefa de ser nosso candidato porque o Brasil precisa de uma alternativa que saiba captar as mensagens e a força das mobilizações de junho, desta sociedade que se rebelou, e combiná-las com as melhores tradições da esquerda socialista, transformando esta força e indignação social em força política real e organizada em prol das transformações sociais urgentes que a sociedade reclama.

Convocamos nossa militância, filiados e amigos, para marcharmos juntos nesta batalha.

Até a vitória, com Randolfe Presidente!

ASSINAM:

Membros da Executiva Nacional do PSOL
Ivan Valente (Presidente Nacional)
Edilson Siva (Secretário-Geral)
Francisvaldo Mendes (Secretário Nacional de Finanças)
Afrânio Boppré (Secretário Nacional de Relações Internacionais)
Marinor Brito (Secretária Nacional de Assuntos Institucionais)
Rodrigo Pereira (Secretário Nacional de Organização)
Tadeu Guerzet (Secretário Nacional de Movimentos Sociais
Maykom Magalhães (2º Secretário Nacional de Assuntos Institucionais)
Ronaldo Santos (2º Secretário Nacional de Relações Internacionais)
Janira Rocha (2ª Secretária Nacional de Organização)
Tetê Monteiro (Membro Suplente da Executiva Nacional)
Clécio Luís (Membro Suplente da Executiva Nacional e Prefeito de Macapá)
Luiz Araújo (Membro Suplente da Executiva Nacional)
José Luiz Fevereiro (Membro Suplente da Executiva Nacional)

Presidentes Estaduais do PSOL

Paulo Bufalo (Presidente do PSOL-SP)
José Roberto de Freitas Cavalcante (Presidente do PSOL-MT)
Lucien Roberto Garcia de Rezende (Presidente do PSOL-MS)
Dorineide Assunção (Presidente do PSOL-TO)
Haroldo Sabóia (Presidente do PSOL-MA)
Zé Gomes (Presidente do PSOL-PE)
Leonel Camasão (Presidente do PSOL-SC)
Walmir Freire (Presidente do PSOL-PA)
Antônio Rocha (Presidente do PSOL-AC)
Nascimento Antonio da Silva – Pimenta (Presidente do PSOL-RO)
Elson Melo (Presidente do PSOL-AM)
Luiz Carlos Oca (Presidente do PSOL-RR)
Djalma do Espírito Santo (Presidente do PSOL-AP)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Em solidariedade Ao Companheiro Hamilton

"Walter Altino Reaja ou ser morto ! Reaja ou ser morta ! Em solidariedade Ao Companheiro Hamilton Hamilton, compartilhando seu sentimentos e revolta mediante o assassinato violento de seu sobrinho pela polícia , deixa claro sua indignação mediante uma realidade que, infelizmente ,conta com a complacência e omissão dos que estão cooptados com as benesses do poder do governo hoje : "Hoje eu enterrei um sobrinho, um jovem abatido pela sanha da policia , morto com mais 3 companheiros , torturados ...hoje eu enterrei esse menino , meu parente e não derramei uma lágrima, atendi telefone , cumpri compromissos e não tenho poema nenhum sobre a mesa...resta o ódio , dos traidores refastelando-se nos banquetes que o governo oferece nesse mês de novembro , ano pré eleitoral para que se calem todas e todos sobre a nossa eliminação... Não me calarei e agora falo por mim...meu ódio pode fazer arder corpos e cidades Hamilton Borges dos Santos , direto da cidade túmulo ,Salvador" Mediante este acontecimento nefasto que tem sido a política genocida e racista da política de segurança publica nesse estado, quero chamar atenção para refletirmos . No dia 20 de novembro , em plena celebração da "consciência negra" a polícia abordava de forma truculenta , no Terreiro de Jesus vários jovens negros. Todos que estavam lá festejando viam isso com naturalidade. Indignados com isto, eu e mais 3 companheiros , entre eles Wilson Santos , interrogamos os policiais, do "porque" dessa abordagem truculenta , sendo que fomos recebido grosseiramente por este , que nos perguntaram se éramos advogado. Um companheiro chamado Luiz Bastos disse que era da OAB, apresentando-se como advogado , o que levou eles a pararem com a abordagem . Mesmo assim, um companheiro , professor Julho ( meu colega de trabalho ) que tentava a gravar a cena com seu celular , foi abordado agressivamente por um policial que se dirigiu a ele com o intuito de impedir a gravação . A pergunta que fica é : que tipo de politização essas organizações estão gerando para a comunidade negra, que vai a celebração e não indigna com tal comportamento da policia ? o qual não deveria acontecer em momento algum e , muito menos em um momento como este. Por outro lado, que tipo de posicionamento e intervenção , nessa área tem se dado por parte da SEPROM , SEPIR e as secretaria de direitos humanos? pelo visto esta secretária só tem servido como cabide de emprego ou, como uma mera representação simbólica e fetichezada de poder , para acomodar setores do movimento negro que fazem parte da dita ou maldita base aliada . Observávamos essa realidade com a política autoritária de ACM em continuidade com o modus operand criado na ditadura militar . Isso estava totalmente dentro da ordem . Nessa época, nosso companheiros que estão hoje no poder , como o Deputado PeLegrino faziam duras criticas aos grupos de extermínios da nossa população entre outros . Já os nosso companheiros do movimento negro , todos , criticavam duramente, inclusive, posturas de relação, que se tinha no sentido de uma cooptação simbólica, de setores da cultura negra , tal como O ILÊ Ayiê . Contudo , hoje a política do governo do Wagner não alterou a relação da Política de Segurança Pública com a sociedade e, muito menos ainda ao que se refere a população negra . Nessa área foi implemente deixada a reprodução institucional do que já se entende como política de combate a suposta criminalidade , sendo seus feudos( caudilhos de poder cristalizado dentro da policia) preservados . Não se altera , mas se dar continuidade a política que já existia e a cultura política negadora dos direitos humanos e autoritária as serviço da faxina étnica. Lembro aqui aos companheiros alguns exemplo emblemáticos :Primeiro quando o Guiguio do Ilê Aiyê foi violentado pela policia , no Nordeste da Amaralina . Nesta ocasião, Além de uma manifestação de rua, fomos ao governador com um foro de entidades , tendo inclusive o A representação do Ilê Aiyê na figura do Vôvo . Lembro quando a Companheiro que não vou citar o nome , por questões estratégicas, propôs se criar a CPI dos grupos de Extermínio , ele obteve a seguinte resposta do senhor Wagner :" vocês Já assistiram Tropa de Elite ? eu não sei se posso confiar em quem ta do meu lado , por tanto não vou mexer com isso" nesses termos . Outro fato emblemático foi quando aconteceu a violência com um terreiro de candomblé , se eu não me engano em Ilheus , em uma assentamento sem-terra . Nessa ocasião a Mãe de santo foi obrigada a sentar em um formigueiro lembrando as praticas antigas de castigo durante a escravidão . Nessa época , alguns companheiro ,quiseram fazer um pressão por dentro para não expor o governo e, ao mesmo tempo cobrar deste uma postura dura no caso . Chegou-se inclusive a se reunir com o Governador Wagner . O resultado disso, que tenho informação, foi que devido o tratamento dado pela Delegada Chefe a Mãe de Santo de vitima ainda passo a réu no processo . Isso tudo mostra que está mais do que provado que a postura do movimento negro que faz parte da dita base aliada está equivocada e distante do referência histórico e combativo de Zubi , que tanto pregam e comemoram e celebram , Destarte estão mais próximo de Gangazumba. Até quando essa organizações vão aceitar seu papel menor para legitimar um projeto político que perpetua e dar continuidade o processo histórico colonizador do nosso s povo ? Sabemos que os pontos positivo das políticas adotada a nível nacional , como as políticas de cotas e de reconhecimento das terras de quilombos . Mas essas política nada mais são que o fruto da luta histórica e aguerrida do nosso povo . Sendo que no caso especifico da política de quilombo a postura do governo tem si dado de forma contraditória. Vide o caso dos Quilombos dos Macaco. Quantas velas ainda vamos ter que acender ? quantos companheiro vamos ter que enterrar ? para os setores da dita base aliada Chutar o Pau da Barraca sair da Zona de Conforto e desmascarar essa política de genocídio e epstemicídio da nossa população negra?"


Nota da tese Unidade Socialista por um PSOL Popular

CONTRA O GOLPISMO, CONSTRUIR A VITÓRIA DAS BASES!

Companheiros e companheiras do Partido Socialismo e Liberdade:

Estamos a menos de uma semana do IV Congresso Nacional do PSOL. Este deveria ser um momento de celebrar o mais importante evento de nossa vida partidária e preparar a militância do PSOL para os embates que teremos contra as forças conservadoras no ano que vem. Porém, a nota divulgada pelo bloco da minoria (autodenominado "bloco de esquerda") neste fim de semana coloca a realização de um Congresso Nacional do PSOL unitário em risco.
Como se não bastasse o uso recorrente da imprensa burguesa, a patética convocação de uma ação golpista com vistas a ocupar o local do evento, as ameaças de judicialização do processo congressual – entregando à justiça das elites a decisão sobre eventuais divergências internas – e a exposição pública do partido e suas lideranças nas redes sociais, a minoria agora lança um ultimato inaceitável: só reconhecerão o resultado do Congresso Nacional do PSOL caso sejam anuladas delegações em número suficiente para transformar a minoria em maioria, ou seja, para inverter a correlação de forças e forjar um resultado que lhes garanta uma vitória no Congresso. O método das chantagens, dos ultimatos e dos impasses, infelizmente, já é bastante conhecido no PSOL. Porém, dessa vez a minoria encontrará uma maioria disposta a fazer valer a vontade da base do partido que concedeu à tese Unidade Socialista, contra outras nove, mais de 52% dos votos nas plenárias de base em todo o país. Evidentemente, não aceitaremos tal chantagem e daremos o combate, custe o que custar, para garantir a vontade das bases partidárias.

Para legitimar seu golpe, a minoria fala em fraudes e questiona diversas plenárias. Eis a verdade:

1.Em Tocantins, o setor vinculado ao bloco da minoria, uma vez derrotado no Congresso Estadual, resolveu impugnar todo o processo congressual. Um golpe inaceitável que, evidentemente, não foi avalizado pela Comissão Organizadora do IV Congresso Nacional. A maioria da base partidária daquele estado optou por uma nova direção para o PSOL e terá nosso apoio para levar sua vontade até o fim.

2.No Amapá, a minoria questiona plenárias em Macapá, Santana e Itaubal. Na capital, questionam o fato de termos impedido que filiados votassem duas vezes, visto que suas assinaturas já constavam das listas. Queriam permitir a fraude e a ilegalidade. Em Santana, acusam-nos de incitar a violência, quando se sabe (e há vídeos que o comprovam) que foram militantes da minoria que roubaram as listas de credenciamento, agrediram dirigentes da APS e infiltraram militantes armados na plenária para intimidar nossos companheiros, razão pela qual a polícia foi chamada. Em Itaubal, seus militantes não fiscalizaram a plenária e agora pedem a invalidação da mesma. A minoria sabe que, anulando essas plenárias, pode reverter sua derrota. Não aceitaremos esse golpe. Os fiscais da minoria assinaram as atas e aceitaram os resultados. Os delegados do Amapá estarão presentes e prontos para se defender das acusações absurdas que a minoria difunde como forma de questionar os resultados do Congresso.

3.Em Minas Gerais, o grupo que representa a tese Unidade Socialista está devidamente filiada ao PSOL e estará presente no IV Congresso Nacional. Não há nenhum delegado de nossa tese naquele estado que tenha se afastado do partido. Quanto à fiscalização de plenárias, lembramos que este é um direito das teses no processo congressual. Mas nenhuma plenária pode ser questionada apenas pelo fato de que uma forma optou por não exercê-lo. Os companheiros da nossa tese em Minas Gerais compareceram na reunião do Diretório Estadual e assumiram suas funções na direção do partido naquele estado. Não aceitamos, portanto, qualquer questionamento a esses delegados.

4.Na Bahia, onde as acusações são de que filiados foram mobilizados nas plenárias de Salvador motivados por promessas relacionadas a programas do Governo Federal, vimos o resultado da truculência dos bandidos vinculados à dissidência da APS na plenária em que o membro da Executiva Nacional do PSOL, Ronaldo Santos, foi barbaramente espancado, sob o beneplácito de Jorge Almeida e outros dirigentes da minoria naquele estado. Uma vez concluído o IV Congresso Nacional do PSOL, exigiremos das instâncias competentes a punição de todos os envolvidos naquele ato covarde que chocou a militância de esquerda em todo o país.

5. Quanto às atas, a minoria mente para convencer sua base que não tomou parte na resolução consensual, aprovada na última reunião da Comissão Organizadora com os votos de Israel Dutra (MES), João Machada (Enlace/CSOL) e Leandro Recife (TLS), que assegurava o pleno acesso às atas sobre as quais havia qualquer tipo de questionamento e disponibilizava, sob meio digital, cópia de TODAS AS ATAS aos membros da Comissão. A mentira da minoria que, após firmar um acordo, questiona a decisão da qual tomou parte, serve para tentar iludir sua base e fazer crer que não houve um encaminhamento consensual na última reunião da Comissão. Uma vergonha digna daqueles que não honram acordos e não tem compromisso com a verdade.

6.Sobre o Rio de Janeiro, a militância do PSOL precisa conhecer os fatos: entre os delegados estaduais que, embora vinculados ao grupo que foi afastado do PSOL por problemas éticos, publicamente declarou sua independência de tal grupo, apenas aqueles simpáticos ao Bloco de Esquerda foram credenciados. Isto é, a minoria aceitou credenciar os delegados estaduais vinculados ao que sua nota chama pejorativamente de "bancada da extorsão" desde que votassem com o bloco de "esquerda"! Aos demais companheiros que solicitaram credenciamento, renegando qualquer relação com o grupo afastado pela direção do partido, esse direito foi negado porque estes não se alinhavam com o bloco. Uma manobra inaceitável.

Além dessas mentiras, a nota da minoria simplesmente não toca em fraudes cometidas pelo referido "bloco" em vários estados. Nada fala das plenárias fantasmas de Alagoas, ou da participação da filiada Heloísa Helena, que votou na tese do MES e declarou-se pré-candidata, mesmo compondo a Executiva Nacional de outro partido (a Rede Sustentabilidade). Nada fala sobre as plenárias do Rio Grande do Norte, dirigidas por lideranças no PMDB e elegendo delegados para o MES. Não tece um comentário sequer sobre a aliança do "bloco" com o PP em Balsas, no Maranhão. Não denuncia os militantes que possuem funções gratificadas e cargos de confiança no Distrito Federal – um deles, ocupando alto cargo na liderança do PMDB na Câmara. Cinicamente, esconde que dirigentes da minoria procuraram escritório de advocacia para estudar medidas jurídicas contra o PSOL e seu congresso. Ocultou que no Amapá os fiscais lá presentes assinaram as atas, reconhecendo os resultados. Não mencionou a plenária de Itaocara que, estranhamente, reuniu um número extraordinário de filiados. Ou as relações espúrias com a direita em Altamira (Pará). Ou ainda, a proposta dos militantes do bloco em Santana, que queriam "vender" seu apoio à Unidade Socialista em troca de cargos na Prefeitura de Macapá – o que, obviamente, não aceitamos.

Por tudo isso, nossa tese reafirma a disposição de levar o Congresso Nacional até o fim, independente de manobras e tentativas de golpe. Para tanto, reafirmamos:

a.Reconheceremos todas as decisões da Comissão Organizadora do IV Congresso Nacional do PSOL, eleita por consenso na Executiva Nacional do PSOL;
b.Reconheceremos as decisões da Executiva Nacional e do Diretório Nacional do PSOL, eleitos democraticamente pelo III Congresso Nacional do PSOL, quanto aos recursos a eles encaminhados;
c.Reconheceremos as delegações que, referendadas pelas instâncias do PSOL, dão maioria à tese Unidade Socialista;
d.Encararemos qualquer iniciativa que leve nossas divergências internas para os tribunais da burguesia como ato unilateral de rompimento com a legalidade partidária, que atenta contra nossas regras mínimas de convivência, sendo passível de penalidade, conforme as disposições estatutárias.
e.Interpretaremos qualquer ato que tenha como objetivo impedir o bom andamento do IV Congresso Nacional do PSOL como atentado grave à democracia partidária, sujeita às disposições legais previstas em nosso estatuto.

Nosso projeto de PSOL é um projeto socialista, democrático e popular. Não um PSOL que vive de golpes, de fraudes ou de chantagens. A coerência está do nosso lado. Lembremos que os primeiros a estabelecer vínculos com o grande capital (na eleição de Porto Alegre, em 2008, e no Emancipa, desde então), foi o bloco de "esquerda". Lembremos que foram eles os primeiros a compor alianças com partidos de "centro" (PV, em 2008). Lembremos que foram os primeiros a defender apoio à candidatura de Marina Silva em 2010 e a propor aliança com Gabeira no RJ. Que foram os primeiros a declarar publicamente apoio uma candidatura do PT (Paulo Paim, em 2010). Enfim, conhecemos a história e não nos deixamos enganar pelo puritanismo de ocasião.
A nota da minoria afirma que há um "impasse" no IV Congresso Nacional do PSOL. Estão enganados. Não há impasse algum: levaremos o IV Congresso Nacional até o fim, custe o que custar, para garantir a vontade da base: um PSOL popular com Randolfe Presidente do Brasil.

TESE UNIDADE SOCIALISTA POR UM PSOL POPULAR


         Saudações Internacionalistas e Libertárias


                    Ronaldo Santos...


                 Secretário Geral do PSOL Bahia

             Membro da Direção Nacional do PSOL

               Cel: 071-9126:2455/ 011-99650:2030

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Congresso do PSOL Bahia: um balanço revelador da política hegemonista, fracional e doentia da APS Nova Era

Foi realizado em Salvador, nos dias 19 e 20 de outubro, o congresso do PSOL Bahia. Nosso coletivo interno, "Somos PSOL", que constrói junto com outras correntes e militantes o bloco/tese nacional "Unidade Socialista Por Um PSOL Popular", tem responsabilidades políticas bastante relevantes com o partido neste estado, razão pela qual sentimo-nos na obrigação de realizar este balanço e socializa-lo com os demais membros do partido.

A primeira constatação visível a todos os participantes deste evento é que o PSOL na Bahia sofre um processo grave de fratura, que se revelou na precária organização do congresso. Três grandes grupos internos, praticamente empatados em número de delegados, organizaram-se no pré-congresso e marcaram um dia para se encontrar, alguns com o objetivo de debater, mas outros com o intento de agredir de todas as formas possíveis os que pensam diferente, tamanho o nível de fracionamento, que foi responsável inclusive pelo fato mais lamentável de todo o 4º Congresso do PSOL: a violenta agressão física ao dirigente Ronaldo Santos, membro do nosso coletivo, em uma das plenárias de Salvador.

Mesmo neste clima desfavorável para a realização de um evento que se dispusesse a realizar algumas sínteses, foi percebível o esforço de algumas forças e lideranças partidárias para se alcançar algum nível de unidade. É preciso afirmar que nós, do Somos PSOL, integrantes do bloco nacional Unidade Socialista, estivemos por todo o congresso abertos ao diálogo para fortalecer o partido. Reconhecemos também os esforços dos companheiros da corrente Insurgência e também dos companheiros do Rosa Zumbi nestes esforços. Mas, lamentavelmente, quando uma força minoritária, mas que dinamiza 1/3 dos delegados - a APS Nova Era -, se dispõe com todas as suas forças a despolitizar um congresso, não há como se ter um balanço plenamente positivo deste fórum, que reuniu quase 270 delegados.  

Em mais de um momento tentamos trazer ao plenário do Congresso o debate mais substantivo que gera divergências internas e que devem sim ser claramente debatidas. Trouxemos o debate sobre os critérios para alianças eleitorais; trouxemos o debate sobre o balanço das eleições no Pará e Macapá, mas também em outros estados, como o Rio de Janeiro e Rio Grand do Sul; trouxemos o debate sobre o balanço da gestão do partido na prefeitura de Macapá. Tentamos ainda debater aspectos programáticos, ao menos os eixos que defendemos para o partido: outra política econômica enfrentando a questão da dívida pública; radicalização na pauta dos direitos humanos; refundação republicana do país através de uma revolução democrática com efetiva participação popular como forma inclusive de tirar o debate da corrupção do ambiente meramente moral; desembarque do modelo de mero crescimento econômico para outro, sustentável nas dimensões econômica, social e ambiental.

Em todos os momentos em que colocamos estes temas, a claque despolitizada da APS Nova Era, acompanhada de alguns poucos aliados não menos despolitizados e submissos à histeria como método, não permitia a reflexão e o debate claro de posições. Os divergentes eram tratados aos gritos como safados, pilantras e outros adjetivos do mesmo cômodo de deseducação doméstica. O objetivo estava claro e a disposição para a agressão física se fez saliente em mais de um momento. Não tinham condições de debater sobre fatos, mas tão somente sobre versões, que seriam facilmente desmascaradas num debate organizado.

Como a APS Nova Era iria sustentar que a prefeitura de Macapá não é a experiência político-administrativa mais avançada entre as capitais do país hoje, se em nove meses de gestão já reuniu mais de 15 mil moradores e realizou o 1º Congresso do Povo de Macapá, elegendo 700 delegados que prepararam o Plano Plurianual da cidade e entregaram à Câmara, rompendo com a lógica fisiológica predominante na velha política? Como sustentar as críticas à gestão cujo prefeito vai pessoalmente às assembleias das categorias debater e decidir coletivamente suas pautas e reivindicações? Como seguir um debate criticando uma gestão que antes das jornadas de junho já tinha se enfrentado com os empresários do transporte, congelado a tarifa e em seguida reduzindo-as? Como vir para o debate se a prefeitura de Macapá está já colocando em discussão a municipalização do transporte coletivo da cidade e um chamado a um plebiscito para definir sobre isto e sobre o passe livre para os estudantes da cidade? Como, se a prefeitura está avançando em convênios com Cuba para fazer intercâmbio em áreas cuja excelência da experiência cubana é reconhecida internacionalmente?

A APS Nova Era interditou o debate, preferiu as claques, as agressões morais, a gritaria insana e a ofensa às delegações do interior, afirmando abertamente que eram meros levantadores de crachás, numa postura tão arrogante quanto hipócrita, vide os casos que estão sendo analisados na Executiva Nacional sobre as manobras da APS Nova Era exatamente no interior da Bahia. A gritaria objetivava que os delegados não refletissem sobre as nossas falas e sobre o debate franco que trazíamos, pois as suas versões estalinistas viriam abaixo. Certamente também por isso interditaram um membro da Executiva Nacional do partido de ter direito a voz no congresso. O argumento politizado da APS Nova Era: "ele não é da Bahia!". Tudo isto foi feito não por militantes de base, gente que pode ser vista como imatura, adolescentes crônicos da política ou algo pelo estilo. Em todos os momentos o sr. Jorge Almeida estava ali incentivando e coordenando a despolitização.

Mas o maior exemplo da falta de compromisso desta corrente com a unidade partidária e com o próprio fortalecimento do que se convencionou chamar de "bloco de esquerda" foi quando TODAS as forças fecharam um acordo para apresentar uma chapa para as eleições 2014 de consenso, para colocar o partido "pra fora". Após o acordo feito, na hora da votação, em que esperávamos que seria uma votação unânime, a APS Nova Era não votou, não dando seu apoio ao candidato unificador, da corrente Insurgência. Porém, oportunistamente, a APS Nova Era não deixou de apresentar seu nome para o senado, a filiada Zilmar.

Vale salientar que todas as manobras possíveis foram feitas para atrasar os trabalhos da plenária de domingo. Tínhamos um acordo para iniciar os trabalhos às 11h30, impreterivelmente. A plenária só veio a começar próximo das 14 horas após uma luta política imensa contra as manobras da APS Nova Era, que sabia que a partir das 16 horas várias delegações teriam que se ausentar. Felizmente, com a condução isenta e firme de um companheiro da corrente Rosa Zumbi, conseguimos concluir as votações que exigiam aferição proporcional perto das 17 horas, já com muitos delegados em pé e com suas malas prontas. Após isto, o congresso praticamente se dissolveu, pois estourou completamente o tempo.

O congresso da Bahia também serviu para se esclarecer a todos os delegados e delegadas sobre a forma como a APS Nova Era conduz uma ferramenta de luta coletiva que foi fruto não do esforço de uma corrente, mas de todo o partido, de todas as correntes: o mandato de vereador na capital, de Hilton Coelho. O mandato foi duramente questionado pelas correntes, pela falta de transparência, pela falta de diálogo e até pela falta de prestação de contas. Chegou a impressionar quando o próprio vereador – que exerce um mandato de luta na cidade, não é disto que tratamos aqui - foi ao microfone se defender e afirmou que quem quisesse suas prestações de contas que fosse ao site da Câmara, ou seja, tratando o partido como um ser estranho ao seu mandato. A sensação do conjunto do partido, expressa no congresso, é que o mandato não é "do PSOL", mas de uma corrente que quer hegemonizar tudo e instrumentaliza este mandato – inclusive com liberações pelo interior do estado - para disputar espaços dentro do partido com aqueles que ajudaram a eleger o vereador. Esta situação prática explica bem a verdade sobre a falta de unidade do chamado bloco de esquerda nos congressos estaduais. A prática é o critério da verdade.

Apesar deste quadro, entendemos que o congresso cumpriu seu papel. Diante de tanta fratura política e tamanha política de autoconstrução de um setor partidário, a base e muitos quadros deram uma demonstração de que o PSOL é um partido saudavelmente e dialeticamente rebelde e equilibrado, colocando estas forças hegemonistas em seu devido lugar.  Cada grupo terá aproximadamente 1/3 da direção estadual, que será presidida pelo Marcos Mendes, da corrente Insurgência. O surgimento da corrente Rosa Zumbi é certamente um fator positivo na Bahia, ajuda a dar leveza ao partido, desinterdita caminhos e abre horizontes para novos diálogos. De nossa parte, do SOMOS PSOL, vamos continuar abertos à construção unitária do partido, sem sectarismos, hegemonismos, agressões físicas ou morais. Viva o PSOL e sua diversidade socialista!

Coletivo SOMOS PSOL.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

E agora Marina Silva?

Você sabia que o Governador Eduardo Campos, está investindo na instalação de usinas nucleares as margens do Rio São Francisco, em Itacoruba?. E agora MARINA SILVA???

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Programa de TV do PSOL vai ao ar nesta quinta-feira

Na próxima quinta-feira, 3 de outubro, será transmitido, em cadeia nacional de rádio e TV, o programa do PSOL deste segundo semestre de 2013. Conforme estabelecido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o programa terá 5 minutos de duração. Nas emissoras de rádio AM e FM, o programa será transmitido às 20h. E na TV será às 20h30, em todos os canais de sinal aberto.
O programa vai retratar as manifestações de junho, expressar a oposição de esquerda e programática ao governo Dilma, criticar as políticas conservadoras em pauta no Congresso Nacional, como a terceirização e os ataques aos direitos indígenas e apresentar as principais propostas do partido – voto aberto, reforma política, casamento civil igualitário, luta contra os leilões do petróleo, democratização da mídia e combate à corrupção.
Não perca e ajude a divulgar o programa nas redes sociais.

http://www.psol50.org.br/site/noticias/2316/programa-de-tv-do-psol-vai-ao-ar-nesta-quinta-feira