segunda-feira, 14 de março de 2011

REPÓRTER TRAZ À TONA 'GUERRAS DESCONHECIDAS' DO BRASIL

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Direto da Fonte - Como surgiu a ideia de fazer a matéria sobre as guerras desconhecidas?


Leonencio Nossa
 - A ideia inicial era fazer um levantamento da repressão aos movimentos populares durante a ditadura Vargas (de 1937 a 1945). Logo percebi que a brutalidade do Estado em relação a comunidades de pessoas humildes foi uma constante em todo o século 20.


DF-  Quais foram as dificuldades encontradas pela equipe durante a apuração da matéria?


LN
 - Não foi fácil localizar testemunhas e protagonistas de conflitos ocorridos na primeira metade do século 20. Quando encontrávamos alguém que participou dos combates, a pessoa tinha receios de falar. As marcas das guerras ocorridas há 50, 60 anos ainda são fortes. Também enfrentamos dificuldades em encontrar processos cíveis e criminais nos cartórios e arquivos públicos, que costumam não dar valor a histórias da população de baixa renda.


DF - Os nomes dos conflitos estão no material pesquisado ou partiu de você nominá-los ?


LN
 - Os títulos levaram em conta documentos e depoimentos orais. Algumas guerras receberam mais de um nome nos locais onde foram deflagradas. É o caso do conflito ocorrido nos anos 1940 e 1950 no norte do Paraná, envolvendo posseiros, grileiros e o governo estadual. Documentos da época fazem referências à Guerra de Porecatu e à Guerra da Coréia Paranaense. Optei em usar Guerra do Quebra-Milho porque é assim que o conflito era e é chamado pelos participantes.


DF - Por que essas guerras ficaram por tanto tempo desconhecidas da população? A história não tem interesse nelas por uma questão estatística – o numero de mortes em alguns casos não chega a dois dígitos?


LN
 - É possível que esses conflitos tenham sido esquecidos por que seus líderes eram homens e mulheres sem vínculos com partidos políticos, igrejas ou organizações nacionais. Os protagonistas das guerras genuinamente populares não costumam servir de modelo para bandeiras políticas.


DF - Qual dessas guerras o impressionou mais? Por quê?


LN
 - A guerra de Pau de Colher, em Casa Nova, impressiona pelo grau da repressão que deixou um saldo oficial de 217 mortos. As guerras dos Perdidos e do Gatilheiro Quintino impressionam pelo pragmatismo dos posseiros, que foram ousados nas táticas de defesa e ataque.


DF - Um dado que deu para observar foi a participação de mulheres nas guerras. Cananéia, Dica e Donária são algumas delas e num tempo em que mulher tinha papel secundário na sociedade.  A que você atribui isso?


LN
 - Com toda sinceridade, só fui perceber a quantidade de mulheres no conjunto das guerras quando olhei pela primeira vez as provas do jornal numa mesa da redação, em São Paulo. Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, realizado em ajudar a revelar a história daquelas mulheres. O caderno ficou mais bonito. Ao longo da apuração, via com naturalidade a presença das mulheres nas histórias. Eu tinha realizado um trabalho anterior sobre a guerrilha do Araguaia, conflito ocorrido nos anos da ditadura militar, em que a participação de mulheres nos combates com o Exército foi muito forte. O Araguaia mostra que a vontade de alguém participar de uma guerra convencional ou irregular vai além do gênero. Nos últimos dias do conflito, praticamente só tinham restado mulheres no quadro guerrilheiro. É preciso observar que desde os primeiros tempos da colonização as mulheres tiveram participação efetiva nos conflitos. A mulher pode ter conquistado a emancipação política, o direito a voto, melhores condições de trabalho, bem tarde, mas seus instintos guerreiros estão registrados nas primeiras guerras de ocupação do território brasileiro. Elas podem ter tido um papel secundário em fases da nossa história, mas estiveram na dianteira em todos os momentos importantes, ainda que assumindo papéis tradicionalmente reservados aos homens.


DF -  Fiquei impressionada com o depoimento de Maria Andreza Pinto. Depois de tantos anos, ela lembra com detalhes o dia que teve a família exterminada. Você conseguiu manter o distanciamento necessário da história do entrevistado ou se emocionou?


LN 
- Você ficaria mais impressionada se ouvisse na íntegra a gravação da entrevista. Maria relatou também sua vida após a guerra, em Salvador, de 1938 aos dias atuais. Eu não queria parar de ouvir. É uma personagem incrível da história da Bahia e do Brasil. Quando um repórter está envolvido na produção de uma reportagem ele deve se comportar apenas como um contador de história. A emoção pode prejudicar a análise dos fatos.


DF - No texto de abertura da reportagem, você ressalta que entender 'as guerras do passado ajudam a explicar problemas atuais'.  Exemplifique, por favor.


LN
 - Todas as guerras que analisamos, no Sul, no Centro Oeste, no Norte ou no Nordeste, apresentam características semelhantes. Esses conflitos ocorreram sempre nas regiões mais pobres dos estados, onde não há asfalto, escolas e postos de saúde. A vida de uma pessoa de baixa renda no Rio Grande do Sul ou no Piauí apresenta as mesmas dificuldade no dia-a-dia. O Estado brasileiro só costuma percorrer esses rincões para cometer violência. A ausência do Poder Público nos grotões explica as guerras do passado. E para conhecer as causas dos conflitos, nada como conversar com as pessoas, ouvir seus problemas atuais que, em muitos casos são os mesmos que motivaram as guerras.


DF - Foram 17 meses percorrendo 13 mil quilômetros, entrevistando mais de 300 pessoas em 41 cidades em dez estados do Brasil. Os números que envolvem essa reportagem são gigantescos. Haverá desdobramento do material colhido na apuração? Vai surgir algum livro?


LN
 - Um livro é uma alternativa para divulgarmos histórias que ficaram de fora do caderno.


DF -  Embora tenham motivações diferentes, você acredita, por exemplo, que a guerra que vemos todos os dias, a que envolve o narcotráfico, sobretudo nas favelas, pode ser esquecida daqui a alguns anos, sendo excluida ou omitida da história?


LN
 - A história construída por governos ou pela política pode omitir ou excluir o drama de camadas mais pobres da população. Talvez esse "esquecimento" ajude a entender o motivo dos governos federal e estadual recorrerem aos mesmos métodos fracassados do passado para combater o crime e melhorar a qualidade de vida das pessoas nas favelas cariocas: repressão, repressão, repressão e pirotecnia. Não há investimentos maciços em educação nas áreas de risco de qualquer canto do país. É sempre bom dizer que o país investe apenas 5% do seu PIB no ensino. É preciso observar que as marcas da violência não são apagadas da memória das pessoas que vivem nessas áreas


" Aquele(a) que se nega a lutar pelos seus direitos, tem razão em negar-se a luta, pois já morreu morto o seu espírito de luta!" 
Ronaldo Santos


sábado, 5 de março de 2011

Informe II desde Egito



O processo revolucionário avança no Egito

 

A comemoração na Praça Tahrir

Fred Henriquez, (*)

A manifestação inicialmente chamada para ser um ato em memória dos mártires, contra o governo provisório e pela derrubada de todos os representantes do antigo regime se converteu numa grande comemoração. A destituição de todo o gabinete e a troca do primeiro ministro, saiu Ahmed Shafiq e entrou Essam Sharafse, faz com que toda a população encare este fato como uma grande vitória

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Para celebrar nesta sexta-feira, dia 4 de março, um milhão de pessoas foi a Praça. As bandeiras do Egito eram vistas as centenas de milhares, junto a elas somava-se milhares de bandeiras dá Líbia. As cores vermelho, branco e preto estavam nos rostos, nas camisetas, nos cartazes fortalecendo a idéia de Egito como grande nação. A idéia de paz e festa era reforçada com a presença de famílias inteiras neste espaço.

O mar de gente sempre puxando estava organizado no entorno de três palcos, que por não se tratar de um evento oficial e com poucos recursos teve não teve condições de montar estruturas para o grande número de pessoas presentes na Praça. As palavras de ordem sempre são entoadas por um puxador e em seguida repetidas por todos, isto faz com que possam ser mudadas constantemente. Dentre os temas que giram as reivindicações estão: primeiro, e a mais repetida está à derrubada do antigo regime; segundo, a apropriação da Praça Tahrir como o espaço do povo e o local de liberdade; terceiro liberdade e democracia são os principais lemas dos atos; quarto é o fim da lei de emergência e a repressão que persegue diferentes posições políticas.

A referência internacional é muito forte no ato. Ela pode ser sentida nos incontáveis cachecóis, que representam a resistência palestina, as bandeiras da Líbia independente que disputam espaço com as bandeiras do Egito, os cartazes que mostram o mundo árabe cinza, apenas a Tunísia, a Líbia e o Egito com as cores de suas bandeiras. Apesar das idéias estarem espalhadas por toda a população, o ponto alto do ato é a presença de membros da resistência da Líbia e, especialmente no palco principal depois da fala de Sharafse, a convocação por Mohammed el-Beltagy, líder da Irmandade Mulçumana, a que todos os países Árabes libertem os seus grilhões como fizeram Tunísia e Egito.

Por fim o momento auge da Praça ocorreu entre as duas e três horas da tarde, aonde depois das orações, surge Essam Sharafse. Sua entrada é ovacionada por centenas de milhares de Egípcios ali presentes. No seu breve discurso ele reivindicou a legitimidade do seu poder a Praça Tahrir e que a prioridade de seu governo será atender as demandas apresentadas por ela.

Quem é Essam Sharafse?

Sharafse foi ministro do transporte de Hosni Mubarak durante os anos de 2004 – 2005. Ele foi conhecido por ser um dos ministros com menor tempo dentro do governo e um dos poucos que saiu fazendo severas críticas a gestão e a falta de recursos para o gasto público. Após pedir demissão do governo, ele voltou a lecionar na Universidade do Cairo e se manteve no trabalho até ser indicado pelo conselho a ser o Primeiro Ministro.

A força que o seu nome ganhou se deu pela principal pauta da Praça Tahrir, a corrupção. Tido como um home ético que enfrentou o governo de Mubarak, mesmo fazendo parte dele, e seu apoio ao movimento da Praça Tahrir fizeram com que ele tivesse uma enorme aceitação junto à população.

Apesar do exército indicá-lo para o cargo, a viabilidade do nome se deu devido ao forte apoio da Irmandade Mulçumana e El Baradei, além da forte aceitação entre os grupos de juventude, em especial, o Movimento 6 de Abril.

Por fim, embora a sua aceitação seja imensa, os principais atores da Praça dizem que não vão voltar para as suas casas e esperarem o desenrolar do processo, mas que estarão presente para que as suas demandas sejam cumpridas.

(*) Fred é militante do MES/PSOL  e colaborador da secretaria de Relaçoes Internacionais

 Pedro Fuentes
Secretaria de Relações Internacionais PSOL

 
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sexta-feira, 4 de março de 2011

Declaração de Fidel Sobre a Situação na Líbia

A revolução na Libia divide aguas claramente. Para Fidel o problema no é a derrocada de Kadafi e sim uma posivel invasão yankee.

Tradução de Espanhol para Português: Ronaldo Santos
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LÍBIA 
FIDEL CASTRO 
O plano da Otan é ocupar a Líbia 


22 de fevereiro de 2011 


Petróleo se tornou a principal fonte de riqueza nas mãos de grandes transnacionais ianques, e através desta fonte de energia dispostas em um instrumento que aumentou consideravelmente seu poder político no mundo. Era sua principal arma quando decidiram liquidar prontamente a revolução cubana, logo que as primeiras leis justa e soberana em nosso país, privando-o de petróleo. 

Nesta fonte de energia foi desenvolvida civilização. A Venezuela foi o país do hemisfério com o preço mais alto pago. Estados Unidos se tornou o dono do enorme reservatório com que a natureza dotou esta nação irmã. 

Depois da última Guerra Mundial começou a desenhar a partir dos campos do Irã e da Arábia Saudita, Iraque e os países árabes localizados ao redor deles, maiores quantidades de petróleo. 
Estes se tornaram os principais fornecedores. O consumo global subiu gradualmente para a grande figura de cerca de 80 milhões de barris por dia, incluindo os extraídos no território dos Estados Unidos, e posteriormente juntou-se o gás, hídrica e nuclear. Até o início do século XX, o carvão foi a principal fonte de energia, que possibilitou o desenvolvimento industrial, que produz milhares de milhões de automóveis e dos consumidores dos motores de combustível líquido. 

Os resíduos de óleo e gás é associado com uma das maiores tragédias, não resolveu de todo, o sofrimento da humanidade: a mudança climática. 

Quando chegou a nossa Revolução, Argélia, Líbia e Egito ainda não eram produtoras de petróleo, e muito do imensas reservas da Arábia Saudita, Iraque, Irã e os Emirados Árabes Unidos estavam a ser descoberto. 

Em dezembro de 1951, a Líbia tornou-se o primeiro país Africano a fim de conseguir a independência após a Segunda Guerra Mundial, em que o território foi palco de grandes combates entre as tropas alemãs e do Reino Unido, que ficou famoso generais Erwin Rommel 
e Bernard L. Montgomery. 

95% do seu território está completamente deserta. 
A tecnologia permitiu a descoberta de grandes jazidas de petróleo de alta qualidade de luz que agora chegam a um milhão 800 mil barris por dia e abundantes depósitos de gás natural.Tal riqueza lhe permitiu atingir uma expectativa de vida que é quase 75 anos, ea maior renda per capita em África. Sua deserto rigorosa está localizado em um imenso lago de água fóssil, o equivalente a mais de três vezes o tamanho de Cuba, que tornou possível a construção de uma extensa rede de água doce trechos condutora de todo o país. 

A Líbia, que tinha um milhão de pessoas para alcançar a independência, agora tem mais de 6 milhões. 

A Revolução Líbia ocorreu em setembro de 1969. 
Era seu líder Muammar al-Gaddafi, de origem beduína militares, que na sua juventude foi inspirado pelas idéias do líder egípcio Gamal Abdel Nasser. Sem dúvida, muitas das suas decisões são associados com as mudanças que ocorreram quando, como no Egito, uma monarquia fraco e corrupto foi derrubado na Líbia. 

As pessoas deste país têm tradições antigo guerreiro. 
Diz-se que os líbios antigos faziam parte do exército de Aníbal, quando ele estava prestes a liquidar a Roma antiga com a força que atravessou os Alpes. 

Pode ou não pode concordar com Gaddafi. 
O mundo foi invadido, com todos os tipos de notícias, especialmente usando a mídia de massa. Vai ter que esperar o tempo suficiente para saber o quanto é estritamente verdadeiro ou falso, ou uma mistura de vários tipos de eventos, em meio ao caos, teve lugar na Líbia. O que para mim é absolutamente claro é que o governo dos EUA não está preocupado com a paz absoluta na Líbia e não hesitará em dar à OTAN a ordem para invadir este país rico, talvez dentro de horas ou poucos dias . 

Aqueles com intenções desonesto inventou a mentira de que Kadafi estava indo para a Venezuela, como fizeram na tarde de domingo, 20 de fevereiro, recebeu hoje uma resposta decente do Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, quando expressa textualmente era "a esperança que o povo líbio são, no exercício de sua soberania, uma solução pacífica para as suas dificuldades, que preserva a integridade do povo líbio e da nação sem a interferência do imperialismo ..." 

Pela minha parte, imagino que o líder líbio deixar o país, fugindo das responsabilidades que lhe são imputados, ou não falsas em parte ou em sua totalidade. 

Uma pessoa honesta sempre vai ser contra qualquer injustiça cometida a qualquer pessoa no mundo, e o pior deles, neste momento, iria permanecer em silêncio sobre o crime que a Otan está disposta a cometer contra o povo líbio. 

Na cabeça dessa organização é instado a fazê-lo belicoso. 
É preciso denunciar! 

Fidel Castro Ruz 

21 de fevereiro de 2011 



" Aquele(a) que se nega a lutar pelos seus direitos, tem razão em negar-se a luta, pois já nasceu morto o seu espírito de luta!" 
Ronaldo Santos


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PSOL Baiano Tem Novo Vice Presidente

PSOL – PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE

INFORMES

 

O PSOL Baiano tem um novo Vice Presidente Estadual, é o Franderrak Mascarenhas dos Santos, da cidade de Santo Antônio de Jesus. Franderrak foi candidato a prefeito em Santo Antônio de Jesus em 2008 e a Deputado Federal em 2010, fazendo uma campanha combativa e expondo as idéias do Partido. Franderrak, assumi a Vice Presidência do Partido após o Luis Carlos França, ex-candidato a Senado Pelo PSOL Baiano, ter voltado as suas origens (PT), o que causou imensa indignação dos seus ex-correligionários já que o mesmo sequer havia dialogado sobre suposta desfiliação ao PSOL após ter representado o Partido saindo candidato ao Senado. A sua desfiliação nada mais é do que a degeneração política que o mesmo vem tendo nos últimos tempos. Franderrak assumi a Vice Presidência e conta com o apoio incondicional do Secretário Geral do PSOL Bahia, Ronaldo Santos e do 1 Vice Presidente; Hilton Coelho e de todos os militantes e dirigentes do PSOL Baiano.

Fonte: Secretária Geral do PSOL

071-9126-2455


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nota do Sinjorba e Aguirre Peixoto

 

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (SINJORBA) vem a público compartilhar com a redação de A TARDE o sentimento de dever cumprido oriundo da reintegração do jornalista Aguirre Peixoto, após a ampla mobilização dentro da empresa e através das redes sociais.

 

A direção da entidade entende que a decisão do Grupo A TARDE mostrou sintonia da Empresa com a sociedade baiana, com representantes de grupos de jornalistas, de entidades de outras categorias profissinais e com o cidadão em geral, que se manifestaram das mais variadas formas. O senso comum de Justiça prevaleceu e todos que fizeram parte deste movimento saem mais fortalecidos e conscientes que o caminho para o entendimento passa pela negociação e pelo bom senso.

 

O jornalista Aguirre Peixoto agradece o empenho dos colegas para que a mobilização contra sua demissão alcançasse este desfecho. Por meio do

sindicato, ele considerou essenciais as manifestações de solidariedade recebidas e ressalta que a sua reintegração à empresa só confirma que

não houve nenhum erro nas suas reportagens. Sua decisão de retorno deve-se tanto às manifestações de apoio recebidas quanto à vontade de

continuar a luta a favor da informação de interesse público, sempre pautado pelos principais éticos da nossa profissão.

 

As lutas da categoria vão continuar e o SINJORBA se mantém atento e pronto a prestar sua colaboração no interesse dos jornalistas e da atividade profissional que é nossa razão de ser.

 

 

Salvador, 18/02/2011.

 

 

Marjorie da Silva Moura

Presidente do SINJORBA




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

P-SOL – Partido Socialismo e Liberdade

P-SOL – Partido Socialismo e Liberdade

P-SOL  partido da Senadora Heloisa Helena, e de milhares de militantes espalhado pelo Brasil, mulheres e homens que disseram não ao abandono das bandeiras de luta da classe trabalhadora.  O PSOL é fruto da persistência e de milhares de militantes socialistas e libertários, Mulheres e homens que se negaram à conveniência do banquete farto do palácio do planalto. Temos orgulho de nossa coerência histórica nos movimentos sociais, na vida cotidiana ou no parlamento.

 

No Brasil, onde 5 mil famílias controlam 45% da riqueza do país, mais de 55 milhões de pessoas vivem com menos de 1 salário mínimo por mês. E enquanto os banqueiros e especuladores receberam 211 bilhões de reais de juros por ano da divida publica, o governo Lula, impõe um salário mínimo indecente de R$ 545,00 para os trabalhadores e trabalhadoras.

Nascemos chamando a mobilização por trabalho e salário dignos, por reforma agrária, por educação e saúde pública de qualidade, pela ruptura com os monopólios capitalistas e contra todo tipo de exploração a nossa gente. Buscamos um novo socialismo que garanta justiça e igualdade de condições para todos, com liberdade e a mais ampla democracia, que promova o respeito aos direitos civis, individuais e coletivos.

Bandeiras de luta do P-SOL 

·            Em defesa dos direitos dos trabalhadores.

·            Contra as retirada dos direitos trabalhistas e por salário digno.

·            Em defesa dos recursos naturais brasileiros.

·            Em defesa da soberania nacional contra o imperialismo no Brasil e em todo continente e contra a exploração de todos os povos em qualquer parti do mundo.

·            Em defesa dos aposentados e idosos.

·            Em defesa dos direitos dos jovens e das mulheres, lutando por uma política que beneficie diretamente aos jovens e mulheres.

·            Taxação das grandes empresas, fortunas, pesados impostos sobre os mais ricos e alivio da carga tributaria sobre a classe média e os pobres.

·            Por um Brasil, que seja dos brasileiros e que todas as riquezas sejam dos brasileiros e não de uma imensa minoria aliada ao imperialismo e a exploração do nosso país.

 Venha para o P-SOL Partido Socialismo e Liberdade, lute conosco por uma nova sociedade que seja livre e soberana, lute pelo seu país, lute por você.

Diretor: A Tarde não recebe pressões do mercado imobiliário

Diretor: A Tarde não recebe pressões do mercado imobiliário

Claudio Leal


O mais antigo jornal baiano em atividade, "A Tarde", fundado em 1912 pelo ex-ministro da Educação do governo Getúlio Vargas, Ernesto Simões Filho, vive uma das suas mais intensas crises, num conflito que envolve os jornalistas e o setor imobiliário de Salvador. Depois de publicar uma reportagem sobre crimes ambientais denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) numa obra realizada pelo governo baiano em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM, o repórter Aguirre Peixoto foi demitido pelo jornal.


Em protesto, a redação emitiu uma carta aberta e fará paralisações diárias de duas horas. Terra Magazine ouviu o diretor-executivo do Grupo A Tarde, Sylvio Simões, que procurou esclarecer o episódio. Segundo Simões, a demissão se deve "muito mais (a) uma questão de relações de poder interno, do que (a) qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria". Ele rejeita a informação de bastidores, frequente na blogosfera e nas redes sociais, de que o jornal recebeu pressões de empreiteiros.


- Obviamente, é bom que se saiba, "A Tarde" não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial - afirma Sylvio Simões.

Os repórteres relatam que um dos membros da família proprietária, Ranulfo Bocayuva, teria posto seu cargo à disposição, em desacordo com os primos. O fundador do antigo vespertino, Ernesto Simões, deixou três filhos (Regina, com 50% das ações, Renato e Vera, 25% cada um); o jornal é administrado, atualmente, pelos seus netos Sylvio, Ranulfo e Renato. O IVC (Instituto Verificador de Circulação) indicou que, pela primeira vez na história, a tiragem de "A Tarde" foi superada por um concorrente, o "Correio", da família do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.


O diretor-executivo, Sylvio Simões, desmente ainda a venda de ações de "A Tarde" para empresas do mercado imobiliário, principalmente dos construtores Francisco Bastos e Carlos Suarez:


- Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos).

Ele afirma que a demissão pode ser reparada "no futuro", e "não agora". Confira a entrevista.


Terra Magazine - O que ocorreu no episódio da demissão do repórter Aguirre Peixoto? 


Sylvio Simões - Foi uma atitude da direção em relação a um redirecionamento da nossa atividade de comunicação. É só esse o ponto. É uma coisa que estão dando uma dimensão na qual não faz "A Tarde". "A Tarde" tem uma posição muito clara, muito nítida, muito transparente, em relação aos seus propósitos. É um momento de mudanças muito grandes na empresa. O mundo está mudando e nós estamos mudando. As coisas estão se estabelecendo de uma maneira que, às vezes, há um nível de conflito interno, natural. A gente tem que tocar o barco. Obviamente, é bom que se saiba, "A Tarde" não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial.


O que a redação argumenta é que o repórter foi demitido depois de publicar uma matéria sobre a questão imobiliária, em Salvador. O que vocês dizem? 


A razão não foi essa, foi muito mais uma discordância dentro da dinâmica da gestão da empresa. Por ventura, tentaram evidenciar uma carta dando exatamente esse sentido, que não é verdadeiro e o tempo vai exatamente demonstrar que foi muito mais uma questão de relações de poder interno, do que qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria, seja em relação ao mundo imobiliário, em relação ao governo, em relação ao mundo agrícola. Sempre tivemos um princípio muito claro: nós temos um compromisso substantivo com a cidadania. Temos a obrigação na construção de um novo mundo civilizatório.


E por que Aguirre Peixoto foi escolhido? 


Isso, na realidade, é que é lamentável. É lamentável que tenha acontecido essa questão com Aguirre, é lamentável. Mas a gente lamenta o que aconteceu com Aguirre. Foi um desentendimento em relação à questão da visão diretiva do grupo. Isso pode ser reparado no futuro. Não agora, porque aí seria acatar uma posição diretiva de total discordância no centro de decisões da empresa.


Não há acordo com os jornalistas? Ele estão numa paralisação de duas horas. 


Rapaz, eu acho que não. Eles estão obviamente conversando com o sindicato e amanhã nós vamos ter uma conversa exatamente explicitando todos esses pontos que estamos falando. Porque há uma afetividade muito grande dos jornalistas com A Tarde. Na realidade, foi muito mais um problema de ordem diretiva da empresa, do que estão tentando afirmar. "A Tarde" não tem nenhum tipo de problema com qualquer área da atividade econômica, porque nós temos uma independência muito clara e todo mundo sabe na Bahia disso.


Não houve um corte de anúncios do setor imobiliário? 


Nunca houve corte de anúncios. Não é verdade. A construção civil, aqui no Estado da Bahia, neste ano que passou, os insumos subiram muito e houve uma redução da atividade imobiliária. Houve uma redução da atividade imobiliária. Isso aí, se você puder pesquisar, eu até lhe agradeço. Por exemplo, no governo também houve uma redução de publicidade. Porque, você sabe, nas eleições para governador e para presidente da República, fica limitada a possibilidade de fazer publicidade. Teve duas reduções: uma redução do mercado imobiliário, as construtoras pararam de construir como estavam fazendo; e tem a questão da retração do próprio governo. E na área de telefonia também houve um ajustamento.


E as notícias que estão nos blogs, de que A Tarde... 


Essas notícias que estão nos blogs correm, exatamente, de uma posição adotada, antagônica à posição da direção.


O jornal não está à venda? Circula que o jornal estaria negociando a venda de parte das ações para o mercado imobiliário, com os empresários Francisco Bastos e Carlos Suarez. 


Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo "A Tarde", eu e meu sócio compramos (risos) Compramos na mesma hora. Eu mesmo tô doido pra comprar. Se você conseguir aí alguns sócios pra eles venderem, eu compro? Então, a questão foi muito mais do fórum de conflito diretivo, do qual realmente a gente adotou uma posição. Lamentavelmente, surgiu esse problema, no momento em que estamos fazendo grandes mudanças. Estamos, por exemplo, montando uma nova concepção estratégica. Estamos nos preparando para a festa dos 100 anos. Uma máquina nova, um sistema de governança, com a empresa alinhada para os próximos 20 anos.


Como foi tomada essa decisão de demitir Aguirre? Isso não fica restrito à redação, à secretaria de redação? 


Olha, houve uma discordância aí realmente. A parte do corpo diretivo...


Seu primo, Ranulfo Bocayuva? 


Não vejo como uma questão de parente, não. Vejo como questão de executivos. Que é uma questão nossa, no primeiro momento. Na área dos executivos, realmente, a gente acabou tomando uma decisão majoritária e aconteceu esse episódio. Mas, obviamente, a gente desenhou a questão do comando da empresa em relação à política da qual a empresa tem estabelecido ao longo de todos os anos. "A Tarde" nunca teve uma posição sistemática. "A Tarde" sempre foi crítica, no momento de ser crítica, e no momento de se elogiar, a gente elogia. A gente não pode adotar posições sistemáticas em relação a coisa alguma. Nesse novo Brasil, é preciso muito mais competência, porque você fazer as mudanças, as transferências de renda, com sensatez, é muito difícil. É o que a gente está tentando fazer aqui. Estou fazendo apenas uma analogia. Esse pano de fundo que está sendo divulgado não é verdadeiro.


Como o senhor vê as críticas à expansão imobiliária em Salvador? É muito agressiva para a cidade? 


Olha, essa questão imobiliária em relação à cidade de Salvador não advém de agora. Ela agora tomou uma dimensão maior. O que está faltando é um PDDU bem desenhado e bem definido. Isso cabe à atividade pública, à Prefeitura da cidade do Salvador. Ela precisa sentar com todos os atores e desenhar um plano que acolha a questão do meio ambiente e que acolha também a questão das pessoas. O grande problema do jornal brasileiro é que ele é absolutamente factual. O fato ninguém discute. Mas os jornais da Europa e da América do Sul são analíticos e críticos. Essa é uma grande discussão que a gente precisa ter. A gente não pode transformar o mercado imobiliário como se fosse uma coisa unívoca. Tem empresas que atuam com seriedade, com responsabilidade, etc., e tem outras que muitas vezes não atuam e precisam ser criticadas.


"A Tarde" vai continuar publicando matérias críticas em relação a essa expansão imobiliária? 


Ah, sem dúvida, sem dúvida, desde que haja motivo e razão a gente vai tomar posição crítica em relação ao mercado imobiliário e em relação a qualquer mercado. Agora, o que nós temos levantado é o seguinte, em relação a todos os jornais, não só do Brasil, mas do mundo. A gente está perdendo leitores porque o mundo mudou de paradigma e a gente não mudou. Qual é o paradigma? Qualquer atividade é gratificante. Existe uma coisa mais bonita do que trabalhar para construir as coisas? Então, os jornais precisam começar a atividade de imóvel. E criticar a operação. O sujeito fez uma ponte errada? Você chega e baixa o cacete, porque a ponte foi mal construída. Sabe o que vai acontecer? Aqueles que constroem pontes erradas, até um Estado socialista vai dizer. Agora, se você transforma aquela ponte quebrada em todos os construtores de ponte constroem pontes ruins, aí é um problema. Até para a relação humana. A nossa reflexão é focar numa análise crítica. Isso é inabalável.


Aguirre foi demitido por causa do posicionamento editorial em relação à construção civil? 


De forma alguma, foi muito mais por uma questão de discordância do corpo diretivo, que adotou uma posição. E essa posição não estava sendo estabelecida. As coisas estão caminhando dentro da dinâmica sistemática, e aí transformava todo mundo em japonês. Isso não é possível. A gente só é sistemático quando a gente não tem razão. Quando a gente tem razão, uma matéria bem dada resolve o problema.


Tem lhe incomodado o fato de os jornalistas falarem da vinculação da família Simões com negócios imobiliários? 


Não há vinculação nenhuma. Não temos nenhum negócio no mercado imobiliário.


Eles falam de uma empresa de venda de imóveis de sua família. 


Nós não temos nenhuma empresa imobiliária. Se tem, é de minha mulher e eu não participo. O jornal, ao contrário, não traz nenhum benefício, nem também nenhum malefício à atividade dela. Por quê? Ela é uma empresa de porte, associada a uma empresa de São Paulo, é a segunda empresa da Bahia. É meu segundo casamento, portanto não tem nada a ver com meu negócio.


Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4937910-EI6584,00-Diretor+A+Tarde+nao+recebe+pressoes+do+mercado+imobiliario.html




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dez mais ricos têm metade do patrimônio no Congresso

Reportagens Especiais

 

Dez mais ricos têm metade do patrimônio no Congresso

 

Do total de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 567 parlamentares empossados ontem, R$ 792 milhões estão em nome de apenas uma dezena de congressistas. Veja a relação dos multimilionários

Divulgação
Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, deputado João Lyra é o mais rico entre os recém-empossados

A elevada concentração de renda no Brasil está explícita no novo Congresso. Metade de todo o patrimônio declarado pelos 567 congressistas empossados ontem (1º) está nas mãos de apenas dez parlamentares, ou seja, de menos de 2% dos eleitos em outubro na Câmara e no Senado. Do montante de R$ 1,6 bilhão em bens declarados pelos 513 deputados e 54 senadores, R$ 792 milhões estão em nome desse pequeno grupo de multimilionários. 

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Congresso em Foco com base em informações prestadas pelos então candidatos à Justiça eleitoral. Na média, cada parlamentar declarou possuir R$ 2,9 milhões em imóveis, empresas, fazendas, veículos, objetos de arte, dinheiro em espécie e aplicações financeiras, entre outros bens.

OS DEZ MAIS RICOS DO CONGRESSO


Fonte: Congresso em Foco com base na declaração patrimonial dos candidatos ao TSE

O parlamentar com maior patrimônio declarado vem do estado com pior índices de desenvolvimento humano (IDH) e uma das menores rendas per capita do país, Alagoas. De volta à Câmara após quatro anos, o deputado João Lyra (PTB-AL) tem uma fortuna declarada de R$ 240,39 milhões. 

O petebista, que já foi senador, é dono de um império que reúne mais de dez grandes empresas no estado, entre as quais usinas sucroalcooleiras, fábrica de fertilizantes, empresas de táxi aéreo, de comunicação e concessionária de veículos. A renda per capita gira em torno de R$ 6 mil em Alagoas, estado com um dos maiores índices de analfabetismo e mortalidade infantil do país. 

O grupo dos maiores milionários do novo Congresso é formado por seis deputados e quatro senadores. Há representantes das cinco regiões do país e de dez estados. São três do Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais), dois do Nordeste (Alagoas e Ceará), dois do Norte (Amazonas e Rondônia) e um do Sul (Paraná). Eles são de cinco partidos políticos: três do PMDB, dois do PR, do PP e do PSDB e um do PTB. Não há nenhuma mulher entre eles. 

A força do agronegócio

Depois do deputado João Lyra, o dono da maior fortuna é o senador Blairo Maggi (PR-MT). O ex-governador de Mato Grosso é proprietário do Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica. 

Blairo já foi considerado o maior produtor individual de soja do mundo, responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro. Em 2005, o então governador foi "homenageado" pela ONG Greenpeace com o prêmio Motoserra de Ouro. A organização não-governamental acusou o então governador de contribuir com o desmatamento para plantar soja no estado.

O terceiro mais rico também tem fortes ligações com o agronegócio. Reeleito para o segundo mandato consecutivo, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) informou ter R$ 95,7 milhões em bens. Mais da metade da riqueza do paranaense tem como origem cotas da Diplomata Industrial e Comercial, uma das maiores produtoras de aves para abate do país. 

Mabel e Maluf

Entre os multimilionários estão o deputado Sandro Mabel (PR-GO), dono do quinto maior patrimônio declarado, com R$ 70,9 milhões. Candidato derrotado na disputa pela presidência da Câmara ontem, o deputado é dono da fábrica de biscoitos e roscas Mabel. 

Logo atrás dele, aparece o deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 39,4 milhões em bens. Em março do ano passado, Maluf entrou para o chamado livro vermelho da Interpol. O deputado pode ser preso se deixar o país. Ele foi denunciado por um promotor de Nova York por suposta "conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado". Maluf nega a acusação. Ele conseguiu a vaga na Câmara após reverter uma condenação na Justiça em São Paulo, que havia barrado sua eleição com base na Lei da Ficha Limpa.

O poder econômico dos parlamentares reflete a concentração de riqueza no Brasil, um dos países com pior índice de distribuição de renda no mundo. Embora a distância entre pobres e ricos tenha caído nos últimos anos, pesquisa divulgada em 2008 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que os 10% mais ricos no Brasil concentram 75% da riqueza produzida no país.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Povo Tupinambá de Olivença precisa de seu apoio! DIVULGUE!!

O Povo Tupinambá de Olivença precisa de seu apoio! DIVULGUE!!!



Mais uma vez uma liderança do Povo Tupinambá de Olivença é presa injustamente. Primeiro foi o Cacique Babau, depois seus irmãos Givaldo e Glicélia, agora foi a vez da Cacique Maria Valdelice (Jamopoty).


Ela foi presa na tarde de hoje (03 de Fevereiro) após uma audiencia por Policiais da Policia Federal em  cumprimento ao Mandado de Prisão expedido pelo Juiz Federal Pedro Alberto Calmon Holliday, após decisão da Karine Costa Carlos Rhem da Silva (docs abaixo).


Esta prisão demostra a terrível perseguição que nós indígenas no Sul da Bahia estamos sofrendo e o processo de C R I M I N A L I Z A Ç Ã O   de nossas lideranças. É UMA VERGONHA PARA A JUSTIÇA BAIANA.


A decisão pela Prisão Preventiva da Cacique foi decretada após Representação do Delegado da Polícia Federal, sendo a mesma acusada dos crimes de Esbulho Possessório ( art. 161 §2º,II CP), Formação de Quadrilha ou Bando (art. 288 CP)  e Exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 CP). 


Hoje ser um líder  de um Povo é ser criminoso. Retomar nosso Território Tradicional visto o Estado não cumprir com seu compromisso virou esbulho possessório, agir coletivamente (marco tradicional de todos os povos indígenas) virou formação de quadrilha e lutar por nossos direitos negados pelo Estado Brasileiro virou exercício arbitrário das próprias razões... somos um povo, um povo guerreiro... temos nossa tradição e nossa forma diferenciada de ser e agir e queremos ser respeitados como tais.


O Estado Brasileiro tem uma dívida histórica com os Povos Indígenas, é preciso mais que urgente que todos os cidadãos brasileiros somem forças para cobrar que esta dívida seja definitivamente paga com a demarcação dos Territórios Tradicionais. É por causa dessa inércia do Estado que somos obrigados a fazer por nossa conta e risco a autodemarcação de nossos Territórios Tradicionais.


Nós Indígenas não somos invasores de terras. Quando o Brasil foi invadido pelos Portugueses, aqui já existiam os hoje chamados indígenas. Nossos ancestrais já habitavam este território chamado Brasil.